O conto de Ariel

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O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qua 21 Set 2016, 12:10 am

Cá estou eu, sentada em meio a almofadas e escutando o suave tocar da Lira de meu meio-irmão, Febo Apolo. Ha como é bela sua canção. Ha! como é bela sua melodia. Cá estou eu, elegantemente vestida em uma Chitton clara, com transparência que revelava meu esquio corpo de "marfim" observando minha irmãs sorrirem ao som daquele acorde e assim, sob a musica épica da Lira de meu meio irmão que me recordei dos pequenos mortais que viviam sob o céu. 

Uma musica que narrava os feitos Heroicos dos meus belos e destemidos Heróis, Uma musica que que tocava o espiro, uma musica que contava a historia deles....

Dos nossos descendentes....

Dos nossos Sangues....

Dos nossos irmãos e irmãs....

Da historia dela....
TUDO COMEÇOU ASSIM....



ACAMPAMENTO MEIO SANGUE 

Era dia e o Sol brilhava magnifico. As arvores colossais dançavam com o soprar dos ventos. As ninfas sorriam e corriam como se o mundo fosse um lugar de eterno lazer. O local, cujo qual o Sol banhava em seus rios quentes, jazia barrotado do garotas e garotos humanos e outros tipos de raças como Sátiros e, claro, Ninfas. Uma grande Fogueira ardia em chamas azuladas ao meio de um local, próximo de um refeitório. 

Era uma dia comum para a vida daqueles cujo a vida, possui tudo, menos a "Normalidade" da vida de um adolescente. Contudo, o que muito não sabiam ou sequer possuem ideia, era que aquele dia, eles seriam visitados... 

O primeiro chegou pelo Mar...

Ele vestia-se como Chitton longas, presilhadas no ombro, deixando a mostra o peito e braços. Seus cabelos longos e encaracolados brilhavam com a luz do Sol e o branco perolado de seus fios e com aquele sujeito de pele morena e olhos verdes, uma áurea imponente o acompanhava pois, eles era o senhor das Águas...

Ele era Poseidon , o Imperador de todos os Mares...

O segundo veio pelo Céu...

Descendo como um raio em um céu sem nuvem, o segundo a aparecer, assim como o primeiro, possuía aquele ar poderoso, até mais que Poseidon. Ele trajava as mesmas vestes que seu irmão e seus cabelos, eram tão igualmente belo, apenas suas iris azul o diferenciava. Consigo, ele trouxe aquilo que mais impactou, pois sua simples áurea era esmagadora, sua presença, avassaladora, pois quando se é Rei, seja de homens, seja de Titãs ou seja de Deuses, você possui uma presença unica, uma presença de um ser maior entre os maiores, uma presença de Rei, uma presença de deus...

Um deus dos Deuses...

Ele era Zeus, o senhor dos cosmos e todo o Céu...

A terceira, e talvez mais impactante, era ela...A mulher mais bela, a mulher mais desejada, seja por homens, Titãs, deuses e até o deus dos Deuses. Como seus nascimento, ela surgira do oceano, caminhando como se tivesse saído de uma Concha dourada. Seu caminhar era sensual, mas não vulgar, seus olhar captavam todo os movimentos feitos por qualquer homem, mulher ou Sátiro, pois ela sabia que todos os olhares, mesmo na presença de dois poderosos deuses, eram direcionados para ela, pois ela era a mais bela de todas, para todos que a olhava. 

- Enfim, tu desceras deus céus e honraras meu pedido, ó Zeus Potente - Sua voz era melódica e atraente. 

- Sim, deusa do amor, porque, tu, senhora das Pombas, desejas que lhe concedas tal pedido? E porque, tu também pediste a presença de Poseidon, Mestre das Águas?  

- Pediste tal, pois sabes tão bem quanto eu, senhor que tudo vê, que um daqueles cujo a memoria jaz em meu coração se encontra desaparecido. 

- E sois o único que viste seu amante em seus últimos atos... - Poseidon não pestanejou, respondendo diretamente a deusa do amor. - E sois o único que deixaras ou não, que transitem sobre minhas águas, pois tal sujeito, é descendente daquele meu ódio transgrido os tempos...

- Sim, senhor dos terremotos, estou completamente ciente de que "este homem' és descendente do Rei troiano que lhe enganou...

Aquela comentário por si só, fez a terra tremer. Os semideuses que acompanhavam de longe, também tremiam...mas de medo. Porem, entre todos ali presente, apenas um tremia de ansiedade, pois de todos, somente ela, ainda não havia visto a mãe de tão perto, que não seja em sonhos....Essa jovem, era Ariel Price. 

- Não testai minha paciência, bela deusa. 

- Bastais com suas discussões sem sentido. - Rosnou o Potente senhor dos Raios. - Se estou aqui, serei EU , aquele que decidiras se deves ou não permitir o trafego em suas Águas, pois sois Zeus Potente, senhor dos Deuses e mestre dos Cosmos e lembrar-te-ei que teu ódio, senhor dos mares, é menores que os meus, que fora traído por tu. - Como navalhas, aquelas palavras fincaram no coração de Poseidon, pois ele sabia, que o pior ou melhor que Zeus possuíam, era seus coração, pois nele, era capaz de abrigar tamanho amor, quanto tamanho ódio. - E tu estais autorizada, Afrodite, a buscares tal homem, pois até mesmo eu, aquele que tudo vê, fora incapaz de saber sobre o motivo desse homem desapareceste em meio as Águas do Norte. 

- Eu lhe agradeço imensamente, ó meu senhor. - A deusa fez uma mensura e fitou tanto Poseidon, quanto Zeus voltarem para seus reino, contudo, ela também pode ver que Poseidon, a olhou com ódio de ser reprendido por seu irmão e instintivamente, ele soube que ele faria de tudo para atrapalha-la 

Ao saírem, tudo voltou ou quase voltou ao normal, pois ainda restava uma estupenda deusa ali, parada fitando uma de suas filhas. Em seus olhos cor de mel, lagrimas desciam como cascatas de água salgada externando para aqueles, que até mesmo deuses, podem chorar.

- Por favor, minha filha....Me ajude...

Assim, ela tombou...
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qua 21 Set 2016, 7:19 pm

O que eu poderia dizer sobre aquele momento de paz que o acampamento esta passando? Um verdadeiro saco!
 
Meu dia se resumia a acordar, treinar, comer e dormir! Nenhuma ação! Nada! Isso era deprimente... Claro que meus colegas de acampamento, principalmente os filhos de Atena, me ensinavam coisas sobre os deuses, afinal, nunca fui boa na escola!
 
Aquele dia em si, apontava tudo para ser outro dia entediante. O dia estava lindo, perfeito para um banho no lago e não duvidava que minhas meias irmãs estavam lá, encantando todos com suas formas volumosas ao lado das ninfas... Treinar mais pra que né? Nenhuma delas queria competir com os filhos de Ares ou de Atena como a filha sem noção aqui.
 
Em um passe de magica, tudo mudou... Uma visita inesperada... Ou diria três? Dois homens e uma mulher. Não dois homens, mas dois irmãos, os mais poderosos que eu poderia reconhecer... Zeus e Poseidon, porem, nem mesmo Zeus pode chamar minha atenção como a mulher, a mais bela entre todas! Ninguém mais, ninguém menos que Afrodite... Minha mãe!
 
Senti meu corpo estremecer! Queria correr até ela, como se os outros dois não passassem de dois qualquer... Senti meu coração bater como um tambor, uma mistura de felicidade e amor... Como poderia amar uma mulher que me abandonou quando eu nasci? Como não amar a minha própria mãe? Tão bela e tão formosa, impossível para mim, filha do amor... Odiar minha mãe, aquela que me deu o dom de amar a todos e tudo... Meu olhar era de carência, queria me afundar em um abraço dela, sentir suas delicadas mãos afagar meus cabelos e seus lábios beijar minha testa... Meu olhar era de carinho, pois queria dizer o quanto senti a falta dela... Mesmo que tudo que tenha passado, fosse culpa dela... Eu ainda a amava. Mas durona e teimosa como eu era, nunca iria pedir por isto.
 
Escutei a discussão entre os três, percebendo que, Afrodite estava preocupada com alguém que sumiu... Poseidon parecia irritado e Zeus por sua vez, dava a liberdade para minha mãe seguir com a sua procura.
 
Senti meu coração apertar quando vi os demais deuses irem embora, ela iria também... ??
 
Enquanto aguardava o momento que ela se viraria, não percebi que aqueles lindos olhos cor de mel me fitavam da mesma forma que eu não tirava os olhos dela. Ela começou a chorar quando finalmente falou comigo.
 
Mal pude acreditar, finalmente, ela percebia o quanto eu me esforçava! Aquilo foi quase uma explosão de felicidade e um grande salto em minha autoestima, mas claro... Nunca iria demonstrar aquilo. Ela estava me pedindo ajuda, tive que respirar fundo antes de mover a cabeça em sinal de sim, estava nervosa e sabia que aquele pedido significaria um grande desafio... Provavelmente risco de vida, mas eu treinava para que? Um pequeno sorriso se desenhou em meus lábios quando me vi preparada para falar.
 

- Minha mãe... – Disse com uma voz doce e calma – diga-me o que te aflige...
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qui 22 Set 2016, 1:11 am

No momento que a jovem acudiu a desfalecida deusa, externando toda a preocupação que uma filha possui para com a mão, Afrodite já não estava mais com seus sentidos funcionando. Mesmo chorando, a deusa não exibia traços de borrado nenhum em seu rosto; era bela, atemporal e unica, mesmo desmaiada, Afrodite parecia tão viva quanto o Sol que banhava os campistas naquele dia. 

- Ariel minha querida, creio que ela não poderá responder nesse momento - O Centauro, com seus mais de uma metro e noventa, que até então estava quieto em seu canto, se aproximou depositando sua grande, embora delicada, mão sobre os ombros da filha da deusa desfalecida. - Embora seja raro, deuses também podem desmaiar e precisam repor energia, aconselho que levem Afrodite para seu Chalé e esperem até que ele recobre os sentidos. 

Não houve questionamentos, embora as perguntas fossem diversas...

5 HORAS DEPOIS...


Um dia se passara desde a visita dos deuses; Afrodite ainda dormia como se não houvesse amanha. Periodicamente Ariel cuidava da mãe com um zelo que nem mesmo as irmãs possuíam e a hora que a bela mulher iria acordar, não tardou trazendo consigo, fortes revelações e maus agouros. 

1 HORA DEPOIS...


Ela estava deitada na cama, respirava lentamente como uma bela adormecida a espera do príncipe encantado. O peito descia a subia num movimento calmo e gentil como se a cada respirar, a deusa tirasse de seu corpo, o peso que carregava por "EONS". Os olhos mexiam por debaixo da pálpebras fechadas como se ela estivessem em um sonho agitado...

Mas deuses não sonham...

A mais bela se mexiam como uma garota preguiçosa quando acaba de acordar e não sentisse vontade alguma de sair daquela cama de colchão plumado e edredom de seda, contudo, e ainda assim, ela despertou de seu profundo sono que começara com um desmeia sem explicações. 

Seus olhar violeta caçou pelo ambiente, estava desfocado, sua pupilas estavam dilatadas e se ajustavam ao ambiente a procura de foco e reconhecimento, que não tardou a acontecer, especialmente quando a figura parada a frente de si, era uma de suas mais estimadas filhas. 

- Ariel... - Sussurrou com dificuldade aparente na voz. Mas ainda assim, era uma voz arrebatadora, que vazia qualquer Oriental "Otaku" Gritar "FOFA!!! - Deuses, estou um bagaço... - Reclamou ao se ver no espelho a frente da cama, contudo, qualquer um que a visse, iria questionar a deusa, pois se para ela, uma mulher, com rosto perfeito, olhos perfeitos e cabelos mais perfeitos, fosse uma bagaço, cada homem e mulher no mundo desejaria saber os padrões de beleza que Afrodite se impunha. 

- Imagino que você tenha milhões de perguntas não é? - Já sentada, com o edredom cobrindo suas pernas, Afrodite, se mostrava com uma fase gentil e acolhedora - A principio, poderei responder algumas...

Assim, a deusa aguardou a filha sair do choque e começar a disparar a metralhadora de perguntas afiadas de semideuses....
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qui 22 Set 2016, 12:27 pm

Quando me aproximei dela, da única pessoa que conseguia me prender a atenção mais que qualquer outro deus, ela acabou por desfalecer... Nunca imaginei que um deus pudesse desmaiar daquela forma, mas se você acha que eu fiquei igual uma babaca analisando este fato, pode ter certeza que não! Nem lembrei que ela era uma deusa naquela hora, apenas corri para socorre-la.
 
Ela era simplesmente linda, de fato, deuses são lindos, mas ela possuía um “Q” que a destacava, era uma atriz com aquela área angelical e sensual... Nem de perto era vulgar, era simplesmente... Perfeita.
 
Escutei uma voz potente, segura de si... Era de esperar vinda de um centauro como aquele, alto e forte, aquele ser na qual você não iria querer como inimigo, sua mão era pesada e me passava aquela segurança que eu precisava, como se dissesse “Você não está só”. Me explicou que aquilo poderia acontecer, que ela deveria estar exausta... Aquilo chegou a me preocupar ainda mais, o que seria tão importante para uma deusa ir tão longe? Balancei a cabeça em sinal de sim, ainda estava perdida com aquela historia toda... Minha mãe apareceu, me pediu ajuda e desmaiou! De entediante aquele dia não tinha nada!
 
- Poderia me ajudar a leva-la até o chalé? – Minha voz saiu tremula, até diria que assustada, sou uma criança ainda... Era muito sentimento para assimilar de uma vez só! Quando deu por mim, estávamos já no chalé... O cheiro de rosas era evidente e por mais que pareça estranho, eu amava aquele cheiro.
 
A confusão no chalé foi grande, afinal, a “mamãe” estava em casa! Mas como de costume, meus irmãos e irmãs não demora acharem entediante e arrumarem o que fazer... Pelo visto, eu era uma das poucas que me preocupava com ela. Mesmo ficando afastada, sentada em uma poltrona perto da parede fitando-a, ela era tão perfeita... Mil e uma perguntas me vinham a mente...
 
Horas passaram... Por vezes me aproximava, segurava sua mão e acariciava... Queria falar, mas sabia que alguém poderia escutar... Aquelas horas passaram como minutos para mim... Podem pensar que seria um martírio, mas para alguém que tinha a certeza que sua mãe estava morta... Ver aquela linda mulher, aqueles belos traços que se assemelhavam, mesmo que em pouca coisa a mim... Saber que foi ela quem me gerou e me deu a luz... Aquele momento era tudo que eu sempre quis!
 
Ela estava agitada, por isto ficava por perto, pensando no porque ela me chamou... Tomei um susto quando ela acordou... Seu olhar perdido como uma adolescente, despertando preguiçosamente para ir a escola... Enquanto eu, parecia uma criança de cinco anos, observando de pé, tímida e assustada. Seus olhos violeta me chamaram a atenção... Antes era cor de mel? Ela podia mudar assim? Do nada? Seu olhar era perdido, mais uma vez, aquela vontade de correr e me afundar em seu colo voltou, e com tudo... Pois estávamos sozinhas ali.
 
Quando falou, foi a coisa mais fofa que eu havia escutado! Como diabos ela conseguia ser assim? Meus olhos não perdiam um movimento se quer feito pela deusa... Quando comentou sobre estar um bagaço, abri a boca para responder que estava errada, mas acabei sorrindo e soltando o ar, achando graça do comentário... Pois eu, ao contrario, sim estava péssima! Com um short jeans e a camiseta do acampamento por cima, solta para facilitar os movimentos no treino, podia ter me arrumado mais para receber uma deusa na minha mais nova moradia? Ou poderia ter me arrumado para ver simplesmente, a minha mãe.
 
Ela se sentou e eu tomei coragem para me aproximar um pouco mais, ficando a pouco menos de um metro dela, estava em total silencio, mas dentro da mente, gritava mil e um pensamentos... Mil e uma vontades... Ela então, com seu olhar acolhedor me deu a chance de fazer algumas das perguntas que tanto me sufocavam a garganta... Dei mais alguns passos.
 
“Porque me abandonou?” “porque nunca apareceu?” “porque me deixou passar por tudo isso?” “porque... porque... porque?” Você... Me odeia? – Aquelas palavras saíram dos meus lábios sem ao menos eu perceber que falava, minha voz era tremula e chorosa... Sabia todos os porquês que afligiam todos os semi deuses... Porque ela não podia, porque ela era uma deusa e não pode se dedicar a apenas um mortal, mesmo que esse fosse seu filho... Porque existiam regras... Mas aquela pergunta que simplesmente saiu, não foi pensada... Veio de outro lugar, algo que estava fincado em meu coração desde o momento que soube que minha mãe estava viva... Uma magoa por nunca ter uma mãe por perto, nunca ter ela por perto. Mesmo querendo ser durona, forte e dona do meu nariz... Naquela hora parecia um bebê pedindo colo.
 
Sem ao menos perceber, meus olhos começaram a transbordar e em uma fração de segundos, aquela pose de quem enfrentaria qualquer coisa para ser reconhecida, deu lugar a uma menina frágil e chorona... Que levava as mãos aos olhos para tentar limpar as lagrimas e faze-las parar de jorrar, que tentava segurar os soluços para não parecer tão fraca... Meus irmãos que me perdoassem, mas desta vez... Desta única vez eu seria a pessoa mais egoísta que existiu naquele acampamento, pois a única pergunta que fiz foi unicamente voltada para mim.
 

Chorar enfrente a uma deusa? Que tipo de heroína eu sou? 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qui 22 Set 2016, 7:02 pm

São raros os momentos que um deus se deixar levar pelo seu lado mais humano, se é que um deus o possuam. Contudo, aquela deusa, justamente por ser a deusa do amor, possuía sim um lado humano, tanto pelo bom, quanto pelo mal mas ali naquele momento, quando dividia um raro momento entre Mãe e Filha, ela deixou-se levar pelos sentimentos maternos que toda mãe de bom coração possuía, seja ela deusa, seja ela Titã ou humana. 

A cada respirar pesado, decorrente do nervosismo que a filha fazia  Afrodite sentia a dura tensão que a garota segurava dentro de si. Muito mais, não apenas sentia, mas sabia exatamente quais eram os sentimentos e também as causas que criaram tais sentimentos, contudo, ela se absteu esperando a tão esperada pergunta. 

"Você me odeia?"

Tais palavras ecoaram nos ouvidas delicados de deusa como se fossem ventos gélidos de Cocytus, o inferno de gelo. Ela sentia a dor que as palavras transmitiam, ela sentia o amargor que a filha possuía e mesmo assim, a filha resistia e era isso, é por muito mais, que Afrodite a tinha como a predileta. 

― Nunca, eu jamais seria capaz de odiar uma filha minha, principalmente aquela cujo por mim, tem o maior amor

A deusa estava calma, serena, porém, seu interior era puro nervosismo como o amor entre um casal que viverá juntos por sessenta anos e ainda assim, sentia a mesma forte paixão de quando se conheceram. 

― Não irei me justificar minha falta como mãe, dando-lhe a mesma desculpa que NÓS deuses usamos ― Devido ao constante choro e soluços, Ariel não percebera que a delicada mão alva de sua mãe segurava as suas de forma gentil como se dissesse que compreendia o choro e não faria mal chorar ― Só posso dizer minha filha que nunca amei um filho meu como eu te amo, de todos os meus filhos, você Ariel é aquela que mais tem minha atenção e expectativa. Desde Enéias, um filho mas não era tão valente, tão forte e determinado quanto você e por mais que tenha me doido deixar você para trás, por mais que eu tenha chorado e sofrido por essa decisão, eu sabia que eu tinha de fazer por, novamente, assim como Enéias, que fora sobrevivente de Tróia e de seus descendentes vieram a nascer os Romanos, você tinha de passar por suas provações, você tinha de se descobrir... Você tinha de "SER" e hoje você é muito mais do que uma filha fútil que todos os deuses tiram sarro, hoje você é uma heroína capaz de rivalizar com os filhos de todos os deuses, você é capaz de fazer a sua mãe ser mais humana que qualquer deusa... 

Ela também estava em prantos e mais uma vez, o dia se revelou como o mais raro dentro toda a existência daquela deusa que nascerá no mar. 

Eu te amo, minha filha... 


Sim, ela a ama tanto a ponto de me fazer descer nesse lugar... ― Uma voz rouca preencheu o ambiente que era tomado por choro e emoção. Uma voz que irradiava irá e tensão ― Espero não estar interrompendo o encontro... 

E para quebrar todo o paradigma de dia monótono, mais uma presença divina se fez no local e desse vez, era tomada por uma fúria animalesca que fazia o coração de Ariel palpitar, porque a voz, pertencia há um homem cujo a vida deveria ter sido ceifada há anos, um homem que Ariel aprendeu a respeitar no dia a dia do Acampamento pois o homem moreno que chegara ali, era Max,... 

A Max, indubitavelmente, estava morto... 

Ou não?
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Sex 23 Set 2016, 2:23 pm

Não sabia dizer se minhas palavras ofenderiam ela, afinal, quem mais poderia amar alguém que a própria deusa do amor? Mas Afrodite, não como deusa, mas como mulher, como uma mãe bondosa que via sua cria chorar por sentir falta dos afagos de mãe, entendia minhas palavras, não era contra ela... Mas sim pelo destino, sendo uma deusa ou não, ainda sim, aquele maldito destino ainda ditava seus passos... As regras impostas não a deixariam ficar comigo ou com qualquer outro filho que nasceu dela.
 
Enquanto eu, estava em prantos, perdendo a compostura e sendo egoísta a ponto de me preocupar apenas comigo, minha mãe com sua voz melódica e carinhosa me explicava que nunca seria capaz de odiar um filho... Ainda mais eu... ???
 
Por entre os soluços do meu choro, escutava suas palavras, como se minha vida dependesse daquele momento e não duvido disto! Ao escutar aquelas palavras, ficava claro o quanto ela me amava e o quanto ela presava por minha vida e meu destino... Disse o quanto me estimava, que meu jeito arredio e orgulhoso, de nunca baixar a cabeça e impor minha vontade era um modo de me moldar e dar orgulho a ela, que ao contrario de minhas irmãs fúteis, que manchavam a imagem dela, da deusa do amor, eu era capaz de enfrentar qualquer outro filho dos deuses, nunca seria motivo de piadas dos outros deuses... E era isto que eu queria! Minha vida nunca foi fácil e além de ser treinada por um filho de Ares, vi meu próprio pai me culpar por coisas que eu não fui a culpada... Mas minha mãe por outro lado, não teve a chance de me criar, viver comigo e agora com uma pergunta na qual ela poderia dizer sim ou não, ela se explicava... Foi então que eu percebi o toque de suas mãos, delicadas e aveludadas, quentes transmitindo todo o amor de uma mãe, ao ver seu filho pela primeira vez. Me senti uma idiota, pois quando escutei sua ultima frase, senti meu coração bater mais rápido e meu espirito se acalmar, como se todo o peso do mundo desaparecesse e nesta hora minhas lagrimas sessaram... E seu apertei suas mãos, não com força... E fiquei olhando seus belos olhos cor de violeta.
 
Ela me amava.
 
Mesmo escutando os passos, ignorava por completo até escutar a voz do “invasor”. Não sei como não cai dura no chão... Muito sentimento para um dia só! Um momento só para falar a verdade.
 
Me virei para ele com cara de boba, de quem viu um fantasma... Minha pele já era branca, agora devia estar quase um papel!
 

M-Ma... MAX?! ― Minha voz começou baixa para terminar em um grito! Que diabos ele fazia aqui? Eu o vi morrer, eu quem fechei seus olhos! 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qua 19 Out 2016, 8:39 pm

Afrodite nada disse com a chegada daquele, outrora, semi-deus e recém tornado deus. Ela apenas observou a cena, afinal, ela também estava curiosa para saber se ali, existia algo parecido com oque havia entra ela e Ares, talvez desejando um relacionamento parecido com o dela.

- Bom, a ultima vez que eu vivi na terra, as pessoa me chamavam assim, embora meu nome seja, Maximus Dickson, o agora, recém tornado Deus da Batalha ou simplesmente Mákhai, embora eu não seja um filha de Eris, mas sou tão travoso quanto esses espíritos da Batalha que são filhos da Discórdia  - Disse o moreno alto num tom mesclado de orgulho e narcismo.  

Max, estava apoiado no parapeito da janela do chale de Afrodite, fitando as duas com um sorriso sarcástico no rosto. Ele olhava a Ariel como se estivesse estudando-a ou apenas comando-a com os olhos; não dava para diferencia uma vez que o olhar de um filho de Ares, principalmente, aquele filho, era uma mescla de fúria, ódio, sem-vergonhice e qualquer coisa que tenha haver com Guerra ou Batalha.  

- Pois bem Maximus, tu estais aqui para seguires com tuas ordens, ordens impostas por Zeus Potente - Disse Afrodite num tom mais formal, como era usado quando flava com um igual - Tu não necessitas de mais nada alem de esperar minha filha, caso esta aceite tal incumbência.  

- Assim seras, senhora do amor - No mesmo tom formal, Maximus surpreendeu Ariel ao revelar o mesmo tom serio e sem deboche, detalhe que o moldava - Aguardo sua proza, senhora e assim, seguir-te-ei com ou sem Ariel, para as terras do Norte.  

Não dando sequer tempo de Ariel falar com ele, Max se dirigiu para fora do recinto deixando novamente, Mãe e Filha sozinhas.  

- Desculpe esse safado meu amor - Ela sorria com brilho. Seus lábios perfeitos pareciam pintados pelo maior artista do período renascentista, seus olhos cintilavam num tom purpuro e rosa dançando numa mescla de chamas sobrenaturais - Embora ele seja um gato e minha vontade seja agarrar seu pescoço e beija-lo até perder o folego; não sei ele me parece muito com Ares, sabe? - Ela dizia aquilo para Ariel como se fossem melhores amigas - Bom, vamos la né? Me conte as novas? 

E a deusa era só sorriso, tirando de Ariel, tudo aquilo que ela nunca pode sentir e, talvez sentiria tudo de uma vez... 

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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qua 19 Out 2016, 9:19 pm

Boquiaberta igual uma tonta como sempre fui, olhava para aquele homem que eu possuía respeito, ou melhor, o imbecil que conheci no acampamento e quase nos matamos a primeira vez, um retardado que queria mandar em mim antes de responder quaisquer questões... Um bruto! Idiota! Mas no fim, quando eu estava disposta a lutar, ele se propôs a me ajudar, como um cavalheiro, como um companheiro... E morreu como um Heroi.
 
Ele respondeu, me deixando mais abobada ainda... Agora era um DEUS? O mundo da voltas! Minha mãe me olhava como se esperasse alguma reação minha em relação a Max, mas a única coisa que fui capaz de fazer, foi baixar os olhos quando ele me olhava, como se me desejasse ou coisa do tipo... Posso ser filha da deusa do amor, mas sempre foi uma completa idiota em relação a mim! E ainda mais, aquele babaca poderia só querer me dar uma surra para relembrar nosso primeiro encontro!
 
A deusa do amor, falava com ele, com respeito que possuía por todos os deuses e revelava que ele seria aquele que me acompanharia, foi quando olhei para ele com espanto e depois para Max, o mundo virou de cabeça para baixo!
 
Terras do norte? ― resmunguei olhando para Max e depois para minha mãe, que diabos ela e Zeus estavam pensando para o meu futuro? Que tipo de mãe manda sua filha, a favorita ainda por cima, em uma missão com um bruto como ele? Acabei cedendo e sentando na cama, se acreditar no que me era revelado. Quando percebi Max já havia partido e minha mãe falava algo sobre o novo deus.
 
Chamou ele de safado e gato... O que me fez pensar que realmente ele era bonito, forte, robusto, um gato! Que não me importaria de ser pega por ele e repetir o beijo que minha mãe acabara de comentar... Corei na hora, queria me esconder! SUMIR! Levei as mãos ao rosto e meio que resmunguei ― MÃE! Isso não é coisa que se fale! ― Disse dando risada, quase como convivesse com ela desde que nasci... Era bom tê-la por perto...
 

Novas? Desculpe, mas a senhora é uma deusa... Você deve saber tudo que se passa neste acampamento... ― Disse desviando os olhos para a deusa, tão perfeita que nem a mais enfeitada das minhas irmãs chegavam perto de tal beleza ― Me conte, o que eu preciso fazer? Salvar que lhe é importante? 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qua 19 Out 2016, 9:41 pm

- Na...na..ni..na..não mocinha! - Como um amiga ou melhor amiga e Mãe que possui esse tipo de rara relação com a filha, Afrodite pegou nas mãe da filha, sentando-se próxima dela como colegas sedentes por fofocas. - Me conte todas as novas, eu evito ficar olhando a vida amorosa da minha filha predileta porque eu queria ter fofocas das boas com você. - Sorria docemente e aquilo quebrava qualquer espirito arredio ou até mesmo guerreiros de arma em punhos.

Para Ariel a deusa parecia não querer falar, ao menos agora, sobre o assunto que ela viera falar, contudo, para a deusa, o fato se resume em, preferir ter com a filha o momento que nunca tivera, quando pode ter, pois assim como antes, Zeus iria aparecer e proibir novamente o contato mais próximos entre pais divinos e filhos semi-divinos.

- Meu bebe, deixamos essas conversas bobas para ja ja, primeiro eu quero saber sobre sua vida, embora eu saiba quase tudo, eu quero ouvir de você, sentir de você e saber de você, pois assim vou saber seus sentimento, vou sentir seus anseios, suas duvidas e seu amor e acima de tudo, vou saber de quem você gosta, se não gosta e se tem algum gatinho nesse lugar que tenha chamado sua atenção e quem sabe, eu posso dar uma ajudinha para conquista-lo ou fazer um baita ciume que o jogue aos seus pés.

da fato, era uma Mãe peculiar....
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qua 19 Out 2016, 10:02 pm

Afrodite havia me pego de surpresa, ao se negar em passar as ordens para a próxima missão, ou melhor, por querer saber de mim! Senti seu toque suave em minhas mãos, sua pele alva e sedosa e em especial... Seu calor. Podia me perder naqueles olhos cor-de-rosa por horas e ainda sim não enjoar.
 
Ela disse que não gostava de bisbilhotar a vida amorosa da filha, ou melhor, minha! Mas sabia que devia fuxicar sempre que tinha tempo, por isso acabei abrindo um sorriso e rindo de leve. Ao ser chamada de “bebê” foi como se ela sempre estivesse por perto, de fato, sentia que ela sempre esteve comigo... A cada dificuldade, podia não ter sua ajuda para resolver assuntos, mas tinha seu apoio e amor, afinal, quem mais poderia amar que a própria Senhora do amor?
 

M... Mãe... Não tenho ninguém em especial... Sou arredia e você sabe ― Disse um pouco tímida desviando os olhos, isso era verdade, por mais que tivesse por algum tempo alguma atração por algum colega de acampamento, sabia de quem seu coração pertencia e eu? Bom, não era a mais feminina do acampamento, gostava de ação, brutalidade e joguinhos mentais... ― Acho que o único semi-deus que sinto algo em especial é o Jake... Quem me treinou, mas não é bem um sentimento de amor, de querer... O quero bem, mas este coração bobo não tem dono ainda... ― Disse com um sorriso nos lábios, cariciando as mãos da deusa ― Mas tenho o rei Anisio com carinho no meu coração também... Afinal! Quem esqueceria a primeira pessoa e ainda por cima! Um rei que pediu minha mão em casamento? ― Disse brincando rindo um pouco... era uma conversa leve e gostosa ― Sabe mãe... Gosto do acampamento, sempre me senti deslocada na escola ou quando vivia com meu pai... Porem agora, sei realmente quem sou e o que quero... Brigada... ― Disse olhando-a nos olhos, com um amor no olhar e um sorriso amável e carinhoso. Segurando suas mãos com firmeza, mas sem machucar ― Obrigada por ser minha mãe e me dar este destino! De todas as deusas... Acho que não escolheria outra! ― Disse abrindo o sorriso ― Adoro sentir o amor, enxergar nos olhos dos apaixonados... Mesmo que ainda não saiba como é realmente amar alguém... E por sinal! ― Cheguei pertinho dela ― Ninguém nunca me beijou! ― Disse baixinho e envergonhada, era o oposto da minha mãe! Só pode!! Mas nunca deixei ninguém se aproximar mesmo, tinha medo que acontecesse o mesmo que aconteceu com Jake ― Acredita? ― Claro que ela sabia! 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qua 19 Out 2016, 10:17 pm

- OMFG!!!! - Gritou abismada a mulher cujo o beijo já provou diversas bocas e causara inúmeros sentimentos em inúmeros humanos durante as eras nas quais viveu. - Não poder ser! Arredia ou não, seu coração tem que bater mais forte por alguém...

Embora as palavras fossem mais altos que o normal, elas saiam num tom como divertido e cheio de graça. Ainda assim, era serio, pois para a deusa, nenhuma filha deve viver sem amar alguém, ela DEVE, amar alguém, indiferente se é correspondido ou não. 

- Anisio ein? - Coçou o queixo pensativa quando se lembrou de quem a filha havia falado e aquilo lhe fez saltar um gritinho de menina histérica como se aquilo fosse a BOMBA do ano. - Você não esta falando daquele Deus grego (Desculpa o trocadilho) que vive em Phantasia que governa Cair Paravel? Porque se estiver, eu juro pra você filha, que se não se casar com ele, eu mesmo caso! 

E retomando o raciocínio, apos ela escutar que a filha nunca havia beijado na boca, ela se colocou a trabalhar, como uma autentica deusa do amor, que de fato, era. 

- Vamos ja para fora, você ira beijar hoje ou eu não me chamo Afrodite!
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qua 19 Out 2016, 10:33 pm

A deusa parecia mais uma adolescente histérica que uma deusa ou sequer uma mãe! Minha revelação a fez ter quase um piti e eu? quase morri de vergonha!
 
Ela comentou sobre o Rei Anisio, a referencia com um deus grego me fez rir alto e corar aos extremos ― Sim este mesmo! Me protegeu como um cavaleiro que protege sua princesa e ainda me pediu em casamento antes da batalha... Pareceu um sonho... Mas, ele é anos... MILENIOS! Mais velho que eu e tenho meus objetivos e quando os alcançar e não tiver ninguém... Prometi voltar lá e ver se seus sentimentos não mudaram ― Disse com um sorriso nos lábios, como quem falava para sua melhor amiga. Ela era divertida.
 
Então como uma tempestade, Afrodite parecia aceitar um desafio mortal, ou melhor, idiota e amoroso, como assim ela queria me fazer beijar assim? Do nada?
 

Ma... Mas... MAS MÃE! Calma! ― Disse com um meio sorriso ― Você pode voltar a usar Crystine? Afinal, não era assim que meu pai te chamava? ― Disse zombando da deusa, com um sorriso sem vergonha nos lábios e uma malicia na voz, como se ela fosse perder aquele desafio não importasse o que acontecesse ― Brincadeiras a parte... Quero que seja especial, mãe... Afinal, cresci vendo Disney! Quero um beijo como das princesas! Da pequena sereia, Ariel! Rs malditos filmes! ― Disse piscando para ela, tentando-a fazer desistir. 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qua 19 Out 2016, 10:59 pm

- Minha filha, você fez o mais digno de uma filha minha, fazer um homem como Anisio esperar por você...Haaa que deleite para meus ouvidos divinos. - Exclamava a bela mulher, que ainda, brilhava como uma estrala jovem e imponente. - Continue assim e sera uma mulher capaz de parar guerra ou até mesma cousar guerras, assim como Helena de Troia. 

A deusa estava empolgada, ela jamais pudera se sentir como uma pessoa normal e quem dirá, uma mãe que partilhava esses tipos de assunto com a filha e isso, a deixava empolgada como nunca se sentiu, embora, jamais se esquecia que podia fazer o que bem entender e como toda deusa, ela tinha algumas ideias na cabeça que poderia dar a filha uma baita vergonha.

- Bebe, o que são milênios de vida comparados ao amor? O amor minha criança, sempre foi mais antigo, mais supremo e mortal de todo o universo e até mesmo Caos, o que tudo gerou, uma vez amou, afinal, se não tivesse amado, nada disso existiria, muito embora eu não faça ideia oque ou quem ele deva ter mamado. - disse como se não fizesse a minima questão de saber. - Então, veja, mesmo ele velhinho, ele continua sendo uma totoso marombado cheio de energia e galante. Use e abuse. 

Simples assim...

- Crystine... - Sussurrou a deusa como um lamento e logo voltou a razão, contudo, Ariel havia percebido um pequeno traço de tristeza naquela recordação que remedia ao passado entre ela e o Pai de Ariel. - Ariel, minha Pequena Sereia, minha linda Sereia, você sabia que a Arial e filha de Tritão né? e Sabia que Tritão é filho de Poseidon nê? Então, ele é um chato, porém, lindo horrores! 

A deusa pegou na mão da filha e dirigiu-se a janela, fazendo as duas observarem os campos de treino, os pomares e o salão de refeição, la era possível ver todos os campistas, inclusive Max com seu jeito todo rabugento. 

- Escolha, diga-me quem você beijaria desses lindos bebes, caso contrario, ou vou buscar um certo Rei de Cair Paravel para toma-la nos braços e beija-la como uma Princesa que acabara de sair de torre mais alto do castelo mais alto. 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qua 19 Out 2016, 11:24 pm

Minha mãe se deleitava de prazer ao saber que fiz Anisio esperar, mas foi mais uma forma de faze-lo lutar e querer viver do que algo propriamente pensado... Mas deixe ela pensar assim! Disse que se eu continuasse assim, seria capaz de parar ou criar guerras... Aquilo soou musica aos meus ouvidos!
 
Ela divagou sobre o amor, me deixando igual uma criança enquanto sua mãe conta uma historia, fascinada! Mas confesso que fiquei curiosa a respeito do que Caos amou ― Totoso galante, Afrodite? Haha é um príncipe para qualquer mulher! E energia? Realmente não deve faltar ― Eis que pensamentos maliciosos passaram pela minha cabeça... Oh tentação.
 
Vi por um breve momento as tristezas de um antigo amor perdido... Meu pai deve te-la amado como nunca e mesmo assim, ele conseguiu fazer o que fez comigo, falando nisto, como ele deve estar? Sofreu com meu sumiço? Já superou? E o piano? Será que tenho algum irmão perdido por parte de pai? Balancei a cabeça para afastar os pensamentos, agora era hora de ter total atenção nela, em Afrodite... Vou lá saber quando teria outra oportunidade?
 
― Conteúdo também conta, Senhorita Afrodite! Não adianta ser um gato se só enche o saco! ― Disse como se fosse conhecedora expert no assunto! Então ela me arrastou até a janela, quantos campistas saberiam que a própria deusa do amor estava de olho neles? E que tipo de pessoa seria eu, se não me aproveitasse disto?
 
Você buscaria Anisio só para isto? Zeus ou o Lord Phantasus iria te matar! ― Disse rindo, o que não era uma má ideia, mas não era uma de minhas irmãs, não agia sem pensar e queria um pequeno desafio para minha amada e adorada mãe. Qualquer campista meio-sangue seria como arrancar doce de criança, Afrodite iria encanta-lo em um piscar de olhos... Já um deus... Ai que meu sorriso malicioso surgiu e meus olhos negros pousaram sob o único deus que estava naquele acampamento, tirando Afrodite. Ela teria que convence-lo, pois como ela mesmo disse, Zeus teve que ordena-lo e também, seria interessante ter um laço a mais com alguém que iria em uma missão, não é mesmo?
 

Se é assim... Eu escolho... ― Disse pensando, mas já sabia a resposta ― O filho de Ares... Max ― Disse desviando os olhos para minha mãe, com um sorriso sapeca nos lábios. 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qua 19 Out 2016, 11:44 pm

Afrodite ignorou tudo o que disse quando a filha lhe disse quem era o seu alvo. Para a deusa, claro, não seria tão difícil, contudo, era um deus e era Maximus Dickson, um homem que quando mortal, havia renegado o amor de uma mulher no qual Afrodite havia posto suas fichas para alcançar aquele homem de coração fechado. 

- Interessante. - Afrodite era amor, Afrodite era Paixão e ambos nascem de um desejo que para alguns, podem ser visto como um desafio e nesse momento, foi exatamente isso que passara na cabeça de deusa, Max era um desafio para ela, um desafio que há muitos anos não havia tido, desde a época em que seu próprio filho havia feita ela mesma, a deusa do amor se apaixonar perdidamente e se casar com um humano. - Muito interessante. 

Foi ali, que Ariel viu que alem de Mãe, histérica e divertida, Afrodite era uma deusa cujo o desejo por suas vontade podem ser mortais e incontroláveis. Seus olhos, já não exibiam o purpuro mesclado com rosa, mas sim um tom escarlate que representava a paixão ardente de um casal recém conhecido, o escarlate que tingia o sangue que fazia borbulhar a paixão que nascia do coração humano. Seu sorriso, não era sombria e nem maldoso, contudo, trazia medo a quem o olhava pois sabia que aquele era um sorriso de uma Famme Fatale (Mulher Fatal)

- Esse homem um dia recusou uma enviada por mim a fim de lhe trazer um pouco de amor, agora, filha, você me deu a chance de faze-lo cair sobe meus pés e você vera, porque sou a deusa do amor. - Um sorriso sensual se desenhou em seus lábios. O olhar fatal cintilava na face e seu cheiro remetia ao mais cheiroso, porem, singelo perfuma das grifes Francesas. - E saiba que Maximus ou me olhar estará vendo a tua imagem e você entendera que não sera eu, mas sim você a pessoa que roubara aquele coração... 

Enfim, a deusa do Amor deu suas cara como uma verdadeira e fatal Deusa mais bela da criação.

Afrodite enfim, entrara no jogo que era expert.
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qua 19 Out 2016, 11:58 pm

Eu, Ariel Price, uma reles meio sangue senti pela primeira vez um frio na espinha após fazer uma escolha. Já experimentei a morte, já experimentei o medo, mas ao ver uma deusa aceitar um desafio, aquilo sim foi algo surreal... Ainda mais sendo a mais bela das mulheres, Afrodite.
 
Seus olhos mudaram, não só sua coloração, mas seu desejo... Era como se ela esperasse por aquilo por décadas, uma fera que à tempos esperava para caçar e a sua presa já estava capturada por suas íris. Não conseguia tirar os olhos daquela mulher, seu perfume, sua beleza... Parecia estar hipnotizada, mas não... Não estava... Estava encantada com o poder da minha mãe, pois agora sabia de onde herdei aquela determinação. Um belo sorriso se fez em meus lábios.
 

Um homem capaz de recusar o amor enviado pela própria senhora do amor? Maximus consegue ser pior que o pai? ― Disse em um tom serio, porem calmo... Quase como se divagasse ― Pois bem, minha mãe... Ensine a sua cria como encantar o mais duro dos corações ― ainda sim, não tirava os olhos dela, queria saber até onde aquela deusa, aquela mulher conseguiria ir, quais truques que aquela deusa usaria para encantar um filho da guerra. 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Qui 20 Out 2016, 12:21 am

Para seduzir uma pessoa, a mulher usa seus melhores atributos, corpo, roupa, olhar, o jeito de falar, se mover e se portar. Uma mulher que saiba fazer isso, teria em suas mãos qualquer homem comum, contudo, a mulher que vai alem, aquele que sabe como jogar nesse território, que sabe ser camaleônica em todo o seu ser, pode e consegue conquistar até os mais difíceis homens e deuses.  

E Afrodite estava acima disso tudo, ela era quem governava nessa território.

- Dessa vez, eu mesma farei isso. - Sussurrou para si, quando caminhava em direção ao homem cujo a carranca afastava qualquer um que ousasse se aproximar.

A deusa, que para Max, se parecia com Ariel; uma Ariel com um olhar mais ferino, mais adulto como de uma "Famme Fatale" , com um molejo mais sensual, sem perder a truculência de uma guerreira. Uma Ariel com sedosos, porem, amarrados como toda combatente de se preze. E isso por si só, ja chamava a atenção de um homem nascido para a guerra, contudo, precisaria mais e era exatamente isso que vinha no lábios, no olhar da deusa, principalmente no olhar.

- O que deseja, pirralha? - Falou o carrancudo, com certo fraquejar na voz. Max a via como sempre a viu, da mesma forma que sempre a viu, contudo, algo a mais o fazia sentir vontade de agarrar Ariel ali mesmo e beija-la com todo violência de uma beijo repleto de desejo carnal e banhado por um sentimento que nascia no amago de seu coração..

- Já falei com minha mãe, só resolvi dar uma passada aqui fora e conversar com você sobre nossa missão. - Aquilo era simples palavra de duas pessoas que nada tinham haver, contudo, para Max, aquilo era um convite de equivalência ao "Vamos beijar" . A sensação era forte demais; aquilo o arrastava mais e mais e a cada segunda, a cada milesimo de segundo, ele sentia mais e mais o desejo de tomar para si, os lábios carnudos de uma jovem semideusa.

- Você esta diferente... - Ele soltou sem ao menos percebeu que vacilou na ora de falar.  

- É somente sua cabeça. - Aquelas palavras soavam como um convite irrecusável. - Eu sou apenas eu, a pessoa que você sempre olhou como uma garota normal ou menos que isso. 

Aquilo bateu forte na mente do Deus. Ali, nem mesmo sua vontade divina iria resistir e instintivamente ele sabia que o Charme, que estava sendo lançado contra ele era tremendo e poderosíssimo.  

- Não fazia ideia que seu Charme estava a esse ponto. 

- A qual ponto? 

- Ao ponto de me fazer ceder...

- E se esse fosse a intenção?

- Eu não iria me conter. - Max se segurava o máximo que podia.

- Não acho que você precisa se conter. - Afrodite se esforçava pra valer.

- Pois eu acho. - Ele tentou se afastar. - Não posso me envolver com semideuses. 

- Como se você já não estivesse. - Disse a deusa num sussurro mortal, que ecoou pelos ouvidos do filho de Ares e o fez arrepiar. - Sei que me deseja, muito embora, esteja relutante a ceder tais desejos...

A deusa se afastou, caminhando igual a filha mas de uma maneira muito mais provocante e mortal. Campistas estavam de boca aberta e zonzos com a visão; Max, estava sem reação.

- Vamos, Deus da Batalha, venha e me faça ver o que realmente sente ou esta batalha, você ira recuar? 

Max sabia que não tinha volta...

Afrodite, caminhou em direção a filha...

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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Qui 20 Out 2016, 12:50 am

Cada passo que ela dava chamava mais a atenção dos demais, os poderes dela ultrapassavam a qualquer um, ela sabia ser cruel quando queria e eu a acompanhava com os olhos, cada gesto, cada passo, cada respirar.
 
Nem mesmo Max poderia ceder aos encantos da deusa do amor, da sedução, ela era musa e poesia, nem mesmo os deuses estavam protegidos quando ela queria algo. Senti a insegurança, o desejo, até mesmo a fraqueza do bruto deus da batalha. Ele sabia que estava sendo enfeitiçado e mesmo assim não conseguia resistir! Ficava abobada e fascinada com aquilo! Queria... Não... Desejava mais que tudo ter tais poderes... Meu desejo de me tornar mais e mais forte só aumentava, queria ter aquele poder... Ser capaz de parar ou incentivar Guerras.
 
Ela havia jogado a isca e simplesmente se retirou... Aquilo que fiz com Anisio em seu belíssimo castelo, parecia ser brincadeira de criança comparado ao que ela fazia com Max, porem, se eu conseguia encantar um Rei, estava no caminho certo para um dia ser o mais próximo que uma semi deusa poderia ser de Afrodite. A acompanhava com os olhos até ela volta para próximo de mim.
 

Nem mesmo um deus, sede aos teus desejos... ― Disse com um sorriso malicioso nos lábios, me esquecendo completamente que quem receberia os louros daquela brincadeira da deusa seria eu... Se ele realmente aceitasse, quem seria agarrada por um deus cheio de vontades seria eu?! ― Pera ai! Você não conseguiu, né? ― Falei com um certo espanto estampado no meu rosto! Só podia ser brincadeira! Devia estar sonhando! Desde quando um deus resolve agarrar uma mortal? Max ou seja lá que seja teu novo nome... Seja forte! Pensei voltando o olhar para meu primeiro rival naquele acampamento. 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Sab 22 Out 2016, 11:21 pm

Não tinha segredos, não tinha escolhas e nem consequências, tinha apenas o desejo e a vontade de consumir uma vontade tão extrema que chegava a beirar o vicio. Max sentia aquela vontade tão intensa que chegou fazer grandes deuses levantarem as armas e pequenos deuses chegarem as vias de fato, contudo, porem, apenas um deus conhecia aquele desejo e se alimentava desse desejo. Esse deus era Ares e Max, como um bom filho, estava sentindo tal vontade, mas não por Afrodite, mas sim por sua filha.

- Não se arrependa... - Sussurrou para sim enquanto seguia a semideusa, ou melhor a deusa disfarçada de sua filha. 

Chegando onde sua filha estava, a bela e mortal Afrodite, apenas lançou um olhar muito significativo para a filha e disse apenas. - É a sua vez, mostre-me o que sabe... - E deixou a situação para a filha. 

Max, se aproximava como um homem decidido a conquistar sua, talvez, amada. Partia como um homem crente de que sua atitude conquistaria a mulher cujo o desejo ardia sem volta. Ele partiu e se aproximou de Ariel com os olhos, não de um predador, que sempre tivera, mas sim com um olhar, deveras diferente, um olhar que trazia um pequeno traço de amor, um amor de um homem para com uma mulher e um desejo dotado de veracidade.
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Sab 22 Out 2016, 11:55 pm

Minha mãe, minha própria mãe me jogava aos leões com aquelas atitudes... Não que fosse algo que me levasse à morte ou ao perigo, ou melhor, visto que eu era filha de Afrodite, talvez... Talvez acabasse de forma que levasse a não só o coração de Max a bater mais forte.

Porem, nunca fui de fraquejar ao perigo então porque agora eu iria fazer isto? Eu sei quem sou e era apenas eu ver tudo aquilo como uma missão, assim daria tudo de mim... Claro que não seria capaz de superar minha amada mãe, mas deixaria, de fato, Maximus sem ar!

Respirei fundo sentindo meu coração bater mais forte, estava nervosa e não poderia negar, sentia meu corpo tremer! Ariel! Recomponha-se! És filha da senhora do amor, este também é teu território! Pensei ao tentar me recompor antes do ataque final do filho da guerra.

Num piscar de olhos, Max tomou-me o rosto entre as mãos, deslizou a face pela minha, buscando o meu olhar como se esperasse uma contestação. Deveria reclamar? Queria reclamar? Como não o repeli, continuei com uma pose de quem sabia o que fazia, que desejava-o e olhos cravados nos dele como uma águia em sua presa, Max mergulhou nos meus lábios com uma sofridão desesperada... E eu?  Fechei os olhos e correspondi, experimentei algo completamente novo: Seu calor, seu sabor, seu ardor... Minhas pernas fraquejaram, obrigando-me a buscar o apoio do corpo masculino para evitar a queda, pendurei-me no seu pescoço e enterrei os dedos em seus cabelos, enquanto ele me esmagava contra o peito. Seus lábios se moviam a espera de uma resposta... Meu corpo latejava como uma necessidade ardente de contato, de afeto, de atenção... Provei do seu toque e delirei, provei do seu fogo... Fogo de um deus da batalha e pedia por mais!

Pela primeira vez, nestes meus quinze anos, esqueci do futuro negro que se estendia à minha frente e entreguei-me ao prazer de me sentir desejada e de desejar alguém. Quando, enfim, as nossas bocas se separaram, não permiti que Max se afastasse. Sussurrei para ele em uma voz ardente, de quem desejava mais do que acabara de experimentar, a respiração descompassada

Arrependido por ceder?
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Dom 23 Out 2016, 1:44 am

Toda sensação que surgia do beijo fazia com que o homem, outrora, Herói e agora, deus, sentisse o quão bom era sentir ou se permitir sentir tal sentimentos. Os lábios dançavam um no outro, as linguás se interlaçavam numa dança unica e sensual que somente aqueles que já beijaram e beijaram com essa mesma intensidade, poderia se permitir o deleite de sentir as inúmeras sensação que um simples, porem, intenso beijo poderia trazer.

 
Seu instinto pedia por mais, sua consciência, se é que existia uma naquele momento, por incrível que poderia parecer, mas ele tentava não ceder, por algumas, contudo...Aquelas ultima palavras, as desgraçadas de ultimas palavra, proferidas ao pé do ouvida jogaram por terra qualquer tipo de resistência que seu subconsciente ainda se impunha.

- Não....- Foi apenas isso que ele disse, contudo, suas ações disseram muito mais. Deixando se envolver pelo instante, Max, a beijou novamente. Com mais vontade, com mais força e desejo. Encostando-a na parede da casa, ele a envolveu em seus braços, suas mãos correram par ao quadril de forma, lenta, porem, forte. Experimentando a macies que a pele lisa da garota possuía. Sua outra mão, a direita, envolveu-a segurando parte de seu rosto e nuca num gesto forte e significativo para aquela ocasião e por um milésimo de segundo a fitou nos olhos, parando momentaneamente o beijo. 
- Tenha certeza de, você não se arrepender....

De fato, poucos dias são como aqueles, onde deuses, mesmo que recém se tornado divinos, deixavam-se levar por seus instintos mais primitivos e esse, era exatamente um desses dias...
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Dom 23 Out 2016, 2:10 am

Se meu corpo pedia por mais, meu desejo implorava por mais, meus sentimentos afloravam mais a cada respiração... Max não estava tão atrás, sua resposta demorou quase uma eternidade para quem busca respostas, ainda mais aquela.
 
Nem lembrava mais onde estava, muito menos quem estava por perto, meu mundo por alguns segundo viraram aquele pequeno espaço entre o corpo daquele homem e a parede! Só desejava sentir mais e mais. Antes semideusa e um deus, agora apenas dois amantes se deleitando a cada toque e sensação, e QUE sensações! Max clamava por mais quando buscou meus lábios novamente, e eu não me segurei, qualquer resistência havia sumido no momento que nossos lábios se juntaram a primeira vez. Sua mão deslizava pelo meu corpo a mesma medida que sua outra se impunha, clamando pelo que desejava ser seu... Por maldade, ou simplesmente por prazer... Cessou o beijo para um pequeno aviso.
 
Com uma pequena risada sem graça, busquei seus lábios novamente, impondo minha vontade sobre a dele... Ele poderia ser o deus das batalhas, mas aquele território me pertencia. Mordi seu lábio para então responder, porem a resposta era quase um sopro.
 

 ― Impossível, me arrepender disto
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Dom 23 Out 2016, 2:35 am

Sentimentos e desejos se misturavam com a fervura da atração corporal de ambos, cada poros exalavam o odor conseguente da manifestação física de cada vontade. Naquele momento, tudo era carnal, tudo era apenas luxuria e a vontade de consumar aquela intensidade que nascia de seus corações e se espalhava para cada ponto de seus corpos.

No ápice de seus desejos, se não insanos para o momento, louco pelo menos. Tanto Ariel quanto Max receberam um balde de água fria com um sorriso que brotou de um lugar não muito longe de onde estavam e o doce sorriso partira da principal causadora desse "incidente Luxurioso" . Afrodite , não só não tinha ido embora, como também presenciou toda a cena como uma telespectadora diante de sua novela favorita.

- Meus bebes, se segurem um pouco okay? - Sorriu novamente. - Agora, que provei meu ponto, eu preciso que vocês se concentrem. 

Embora Max sabia que tudo aquilo fora causado por Afrodite, ele não se queixou e nem se abateu, afinal, homem que é homem não reclama do que fizeram mas sim, aproveita aquilo que conseguiu.

- Muito bem. - Sua voz, como num passe de magica, havia se restabelecido, embora, seus olhos, seu rosto e boca, parecia desejar ainda mais Ariel. - Se bem sei de você, presumo que isso. - Apontou para ambos. - Seja um teste. 

- Sim, foi um belo teste não? - Caminhava a deusa como se fosse...bem...uma deusa. - Agora, eu sei que minha Bebe vai se sair bem pelo que tem pela frente, agora sei que ela usar aquilo que tem de melhor para alcançar os objetivos, inclusive, sei que você nunca em hipótese alguma, ira deixar minha filha sozinha. 

Max a fitou sabendo o que iria acontecer logo em seguida.

- você quer que iremos para aquele lugar primeiro? - Bufou o moreno.

-Sim, vocês irão para "aquele" lugar, afinal, tudo começou lá, em Las Vagas...
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por Ariel Price em Dom 23 Out 2016, 2:59 am

Afrodite... O que dizer sobre minha mãe? Me dava um dos melhores presentes e me jogava um balde de agua fria em seguida! Meus olhos se fixaram nela no momento que acabou com aquele tão... Quente momento. E por incrível que pareça, não era tão amigável assim...
 
Assim que minha sanidade começava a retornar, cada detalhe nítido, cada sensação latejando em minha mente... Acabei corando...  Olhei para os lados, o acampamento! Alguns vários olhares em nós... Corei mais ainda... Minha mãe olhando para mim enquanto Max não tinha nenhum problema com tudo aquilo... Baixei a cabeça querendo sumir!
 
Sua voz voltou ao normal em um passe de magica, porem sentia seu olhar sob mim, não estava nem perto do normal. Balancei a cabeça em sinal de sim e nem sabia com o que concordava! Olhei de canto para minha mãe, Afrodite se divertia com tudo aquilo, chegava a ser insano tudo aquilo... Porem, ao contar da minha vida, eu ser filha de uma deusa com um humano, o que não era insano? Balancei a cabeça tentando esquecer algo que era impossível esquecer.
 

Las vegas? ― Resmunguei, percebendo a indignação de Max ― O que tem lá? Porque o incomodo? ― Olhei para a deusa e para o deus, agora percebia minha insignificância naquela conversa. 
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Re: O conto de Ariel

Mensagem por NPC em Dom 23 Out 2016, 3:11 am

Como sempre, ela exibia um sorriso tão doce e tão poderoso que faria um pais abaixar suas armas em meio a guerra ou o efeito oposto. Era um sorriso tão potente que não importava a simplicidade do ato, mas sim o quão belo e incrível era o fato de um sorriso tão perfeito se desenhar nos lábios de uma deusa mais perfeita ainda. O motivo daquela sorriso, era obvio. Dotado de algum humor negro, Afrodite sorria pelo fato de mandar sua filha a Las Vagas, conhecer um de seus irmãos divinos....

O problema era esse irmão, pois ele representava um sentimento perigoso....Pois ele era o deus Grego do desejo sexual e vivia próximo dos mais luxuosos bordeis da cidade.

- O meu amor, desculpa te ignorar, eu tava pensando um pouco sabe. - Afrodite alisava os cabelos da filha. - Você irá conhecer uma pessoa muito legal e a julgar pelo momento único que tivera com Max, tenho certeza que você ira gostar muito do que ira ver.  

- O incomodo, Ariel, é exatamente a pessoa que vamos conhecer, afinal, esse desgraçado é o deus mais luxurioso que exite no Olimpo e olha que estamos falando de um lugar onde existe Zeus E Poseidon, os maiores garanhões dos Céus.

- Ha Max, meu filho só gosta muito de sexo, qual o problema?

- O problema é que sua filha, ira ter de seduzir os filhos dessa deusa tardado e não sei se ela vai estar pronta para isso...

- Então, Bebe, você esta pronta? - Perguntou Afrodite.

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Re: O conto de Ariel

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