Despertar da Donzela

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Despertar da Donzela

Mensagem por Andreas Passini em Dom 20 Mar 2016, 1:41 am

Ela estava caída, seu torpor a levava em sonhos desconexos, estranhos e doloridos. Poderia ser identificado como pesadelos, mas não, não ali. 

Ela sentia a dor aguda da lança que a perfurou, sentia o enjôo da morte, mas também, sentia vida e paz. 

A voz sublime e singela ainda ecoava em sua mente... A voz, sussurrante e bela, a chamava para levantar e assim ela fez, mas para quem esperava o campo da guerra, encontrou apenas aquilo que se encontra em sonhos. 

Ariel Price se encontrava numa floresta verdejante com árvores grossas e copas altas. Vaga-lumes verdes dançavam pelo ar sendo acompanhados por pequeninas e reluzentes fadinhas que sorriam com graça com suas pequeninas mãozinhas na boca. 

Ariel se vira encantada com o quê via. Era um mundo claro, embora as copas das árvores cobria as luzes do sol prateado do amanhecer. Pássaros cantavam, cavalos relhinchavam enquanto caminhavam livremente pelas árvores e Onças caminhavam imponente ao lado dos cavalos.  

Lobos brancos andavam com suas matilhas carregando seus filhotes gordinhos e branquinhos. Era uma paz tão sublime que Ariel pensou estar delirando. 

- Levante-se - 

Uma retumbante voz a tirou da contemplação e a visão que a bela filha de Afrodite teve quando  olhou fora um majestoso Leão dourado com uma grossa e peluda juba marrom. Seu tamanho atingia fácil os três metros, mas de alguma forma, ela podia ver o quão inteligente ele era. 

Venha a minha presença, filha do amor -

Novamente a voz e a bela percebeu que não provinha do Leão, mas de alguém, que sem dúvidas, havia enviado o felino rei. 

O feérico se virou e caminhou a passos curtos e lentos em direção a saída da floresta.
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Seg 21 Mar 2016, 11:34 pm

Levanta-se, Ariel Price, minha desperta
 
Desta vez outra voz ecoou no breu, enquanto lutava para me recompor. Aquilo me acalmou, ela continuava a divagar. Mesmo em torno dos tormentos, estava lutando com todas minhas forças para manter total atenção nela. Algo me dizia que ela me tiraria dali, mas aquelas palavras diziam o contrario que fui eu quem merecer aquela recompensa.
 
Não sabia o que sentir, mas sabia que não estava lá para me vangloriar. Fama e holofotes nunca foram meu objetivo, quero ser forte, preciso ser forte! Senti as lagrimas subirem e escorrerem pela face quando meu coração apertava, este era o problema de ter minhas memórias de volta... Estava tudo escuro, mas nunca tive medo do escuro...
 
Existem coisas piores que a morte e eu estava disposta a pagar para ter o que queria. Guardei minhas dores, enxuguei as lagrimas e sorri... Então veio a luz.


 
Todas as dores me acertavam em cheio, tinha vontade de gritar e chorar. Mas não era criança para fazer isto... Respirei fundo tocando meu peito, onde anteriormente uma lança havia atravessado... Um passado tão recente que ainda sentia a morte me atordoar. Sustive o corpo em um braço, abrindo os olhos devagar... A luz me cegou por um momento, mas a voz me mandava levantar e foi o que eu fiz.
 
Como em um conto de fadas, abria os olhos e me via rodeada por vagalumes e fadas pequenininhas, sorri ao olhar para elas, um sorriso inocente e infantil ― Sininho? Rs ― Girei o corpo olhando para todas, sentindo o vestido rasgado rodear, flutuando no ar. Tentei tocar uma, estava encantada! E está fugiu rindo me fazendo sorrir mais ainda. Aquilo era mágico! Lembrava-me cenários de historias infantis... Peter Pan, branca de neve... Quais mais? Rs Vi onças e cavalos andarem lado a lado, fiquei abismada! Como?
 
Se eu achava que não podia ficar mais fascinada com aquele lugar, vi animais brancos... Lobos! Uma matilha com os filhotes branquinhos e fofinhos! A vontade de agarrar um deles, apertar e encher de beijos e afagos foi grande, mas a loba não parecia que desfrutava dos mesmos pensamentos que eu! Limitei-me a rir e a contemplá-los.
 
Acredito que nunca me cansaria daquele lugar, era literalmente um sonho estar lá, ver aqueles belos animais, devia estar sonhando... Já que o pesadelo a pouco me abrigava... E então que uma voz ecoou novamente, a mesma que estava no breu... A mesma de um passado recente. Olhei e vi um leão! Grande e possante, tão belo quanto o resto... Lembro-me de ver algo parecido em um filme de fantasia, só não me recordo o nome! Estava em um sonho ou aquilo era real? Bom, a dor era real...
 
Vinha dele a voz... Queria que eu o seguisse e eu o fiz, segui o leão, sem pensar duas vezes. Primeiro meus passos eram fracos e trêmulos, mas à medida que dava outro ficavam mais firmes. Eu estava confiante, minha coluna endireitou e estava novamente com aquela pose ereta e firme, meu olhar buscava pelo futuro e meu coração batia forte como um tambor. Estava preparada para encarar o destino, qual quer que esse fosse.
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Naru'el em Qui 31 Mar 2016, 12:49 am

Existem dois tipo de caminhadas. Uma,é aquela que se faz andando com calma, observando as pessoas, ouvidos suas falas e risos. Fitando o ambiente, notando cada prédio, cada rua e beco. Essa caminhada, é única e exclusivamente, andar pela terra, a mundana camada física que separa os planos etéreos e divinos. 

A outra.... Ha, sim a outra. 

Desbravar terras fantascas dos planos etéreos, camada pertencente aos baixos deuses, a camada etérea onde lendas viviam sustentada pela simples manifestação do um sonho, lendas que se tornaram tão vivas que tomaram formas, formas tão poderosas que se tornaram vidas, vidas tão reias, que manifestaram sonhos.... Essa, a segunda forma de caminhar, desbravando os sonhos, conhecendo a realidade não vista pelo carnal, mas sim pelo etéreo. O caminhar tão sublime, tão intenso que deuses, por si só, invejavam os sonhadores. 

- Venhas, a Rainha deste sonhar, lhe aguarda. 



No intimo de seu amago, Ariel podia ouvir a ferina voz retumbar como ribombos de trovões. 
O farfalhar da grama soava tão suave que não parecia que ali, pisava um animal de quase meia toneladas,  pois seus passos felinos, eram passos sublimes de um elegante e nobre Leão. 

- Entendas que aqui entrai apenas os pobros e ímpios. - Outra trovoada da voz. - Se tu aqui se encontras, julgo a ti como digna de veres, sentires e provares de todas as maravilhas de Achantos o reino dos quatro Monarcas. 



Mesmo que Ariel respondesse, de nada teria como uma resposta a sua resposta, pois 9 imponente Leão, a deixou vislumbrar a imagem que nascerá diante de seus olhos. 

Haaa... A outra... A outra forma de caminhar. 

Achantos bela, não bela como os reinos elficos que levantavam seu reino em antigas árvores; era bela de uma forma que apenas ela poderia ser, pois em qual mundo, fadas podiam sorrir como meninas travessas? Qual mundo, tinha em suas nuvens belas meninas que sopravam um cálido e acolhedor vento? Ou até mesmo, em que mundo, podia existir um palácio tão real quanto aquele palácio no topo de uma colina que beirava a costa? 

Aquela breve caminhada, revelou a Ariel, o quão incríveis e inalcançáveis os deuses pediam ser e não apenas estúpidos e arrogantes. 

O palácio de Achantos relaxia em poder. Respondia ao brilho poente de um sol que não tarda a voltar,  e em nada devia ao espetáculo solar, pois se o sol pertencia a um deus, Achantos também possui um deus que ali regia e não precisará de tempo para Ariel, que descerá para a praia, conhecer aquele que rege sobre o palácio. 

Ela caminhava com elegância. Seus cabos dourado dançavam com o vento soprado. As madeixas encaracolados estavam tomando - lhe  a face, mas ela não precisava estar para onde ia. 

A cada passo, Ariel identificou a mulher, ou deusa. 

Ela vestia túnicas celtas com escritas. Ideogramas conhecidas como runas, estampava os bustos e pernas. Ela caminhava descalça molhando os delicados dedos nas areias brancas e recebendo um beijo do mar na dança do vai e vem da mare. 

Ela se aproximou. 

Ariel via suas azuladas e tempestuosas íris azuis. Conhecia na verdade aquele olhar, que mesmo no caminhar imponente de uma deusa Elfa, ela sempre seria a mortal que um dia a chamou de "Miss Simpatia

Vejos que mesmo em anos, o tempo nunca farais mais sentidos do que fazem. 

Sorriu. 
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Sex 01 Abr 2016, 5:35 am

Caminhar por entre as arvores e flores daquele sublime sonho eram algo que jamais imaginei fazer... O Leão falava comigo, sua voz soava impotente, como trovões em uma tempestade onde nem mesmo os deuses ousavam interromper. Chamava-me para conhecer sua preciosa rainha, então continuei segui-lo. Desfrutando daquele paraíso, pois sabias melhor que ninguém “Dos céus ao inferno”, era assim que minha vida funcionava, uma roda viva... Talvez aquele que olhasse por fora imaginaria que eu odiava ela... Mas mesmo passando pelo inferno por diversas vezes, ver a morte dos meus avós, do meu tio querido... Escutar as palavras cruéis do homem que eu mais devia amar... Ver meu mestre ter de se afastar, fugir de mim, pois carrego a beleza de Afrodite, aquela que todos os homens morrem de amores, se encantam com um simples gesto. Mesmo não sendo como a deusa mais bela de todo o olimpo, ainda possuía parcela dela e com ela... Todos se afastavam... Ainda sim, aquela está é minha historia e é ela que me desenhou, moldou para o que sou hoje, eu não a odeio...
 
Sentia a brisa em meu rosto como uma caricia maternal, carinhosa e suave que fazia meus cachos negros balançarem e meu vestido branco que agora não era mais imaculado, dançar no ar revelando minhas pernas alvas e bem desenhadas. E assim, o Leão mais uma vez divagava... Me chamara de pura, talvez estivesse enganado... Mas que deus se engana? Quem me trouce aqui, a Rainha... Não devia estar errada. Não tinha vontade de perguntar ou falar qualquer assunto que fosse, com medo de quebrar aquela perfeita harmonia.
 
A cada passo imaginava o quão belo seria os sonhos de quem criou cada pedacinho daquele belo reino. As fadas, o palácio, o leão, os tão magníficos lobos e outros animais que habitavam aquelas planícies e acima de tudo, o quão abençoada estava sendo por poder vagar por um reino feito de fantasia.
 
Ao longo da praia, vi uma mulher, uma estranha conhecida... O sol reluzia seus cabelos dourados, suas vestes tão sublime que fariam qualquer mulher ter inveja, isto é, se não fosse eu, a filha abençoada do amor... Não sentia inveja, pois sabias que nenhum enfeite ou vestido podiam fazer alguém ser mais bonito que quando agia por puro amor. O mar tão calmo e belo como em um fim de tarde de verão, tocava os pés da mulher enquanto acariciava a areia molhada da praia.
 
Conhecia aquela mulher, a vi morrer para subir aos céus, digo... Aos sonhos para virar uma deusa, ela sorriu e divagou... Perdida em pensamentos, tão calma como jamais imaginei estar... Afundada nas orbes azuis da deusa, mesmo que uma hora possui alguma raiva daquela mulher, ou de qualquer pessoa que fosse... Naquela hora não significava nada... Vamos Ariel... É feio deixar um deus esperando...
 
Respirei fundo e meu olhar deslizou para o grande e vasto oceano... A calma imperava no meu ser ― Despertei porque mesmo? ― Divaguei, mas não para a deusa, sentindo o cheiro da maresia, mesmo diante de uma deusa, eu me dava ao luxo de viajar naquele mar de calmaria. Aquele olhar azulado calmo como aquele mar ou aquele cinza esverdeado? Um belo sorriso se desenhou lentamente em meus lábios e meu olhar brilhou com um carinho de uma amante, talvez alguém tivesse à esperar por mim.
 

A vida terá de se render a morte... E da morte florescerá a vida ― Divaguei perante a deusa ― E em um suspiro de vida, parei em um lugar onde não existe principio e nem fim... Diga-me Deusa ― Meu olhar sereno voltou a bela figura feminina em minha frente ― Porque escolhes-te a mim? O que reservas para meu destino, quando me despertaste para teu Reino, minha rainha? ― Meu vestido, mesmo rasgado, voava com o vento vindo do mar, meus cachos balançavam voavam como em uma bela pintura, onde uma mulher, uma semi-deusa estava perante a uma outra mulher, uma deusa ― Desejo completar meu destino, junto aqueles dois... ― Levava minha mão ao rosto, colocando a mecha ondulada para trás da orelha ― E tu, Deusa... O que desejas de uma nobre filha de Afrodite? 
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Naru'el em Seg 04 Abr 2016, 7:44 am


O avermelhado poente do fim de tarde trazia consigo a calmaria do paraíso. O som das ondas quebrando no penhasco rugia como um trovão de uma tempestade que só ameaçaria cair, enquanto as que iam para a costa, pequenas e singelas lambiam a praia molhando os pés daqueles que caminhavam diante de tal espetáculo natural.

O clima não poderia ser melhor para um encontro, o tempo, o odor e sentimentos não ficavam para trás, era um momento ideal para qualquer reunião, qualquer encontre com qualquer entidade, sejam elas boas, ruins ou novas.

E sim, ela era nova, mas não menos imponente do que aquele rei que caminhou imponente num acampamento, não menos do que o Elfo loiro que lutou com mestria ímpia, não menos que Phantasos, deus rei e marido de Naru'el.

― És interessante tua prosa, pois afinal, o que és a vida ou a morte sem os sonhos?

As palavras daquela deusa loira ecoavam pela praia como se ali, fosse um desfiladeiro montanhoso, que propaga a voz aos céus. Os olhos azuis fitavam o horizonte. Exibia um sorriso tão calmo e pleno que mal lembravam aquela que um dia foi tida como uma "delinquente".

― Meu marido disseste que sois uma deusa digna de ditares as regras e desejos em meus reinos.

Ela se aproximou de Ariel. A filha de Afrodite por sua vez sentiu o quão incrível e diferente é um deus, quando este se apresenta em sua própria esfera de poder. No caso, no sonhar, ele sentiu o quão poderosa era a deusa dos sonhos despertos. Ela assim pode entender o quão incrível seria Phantasus, em suas terras.

― Thanatos, como tu deves entender, és meu cunhado e Deus maior da Morte. ― Ela ainda não fitava Ariel, afinal, quem gostaria de perder um por de sol como aquele ? ― Tive que negociaste tua vida com Thanatos para trazer-te aqui, em minhas terras para presentear-te e apresentar-te certas pessoas que irão lhe aconselhar, afinal tua contenda não és nem de perto, mais fácil que a de Hércules que desceras aos sete círculos infernais.

Aquilo não fora uma tranquila frase.

―Bom, pareces que eles chegaram.

O que veio a seguir fora para Ariel uma história tirada dos contos de fada, mais precisamente, um que em sua lenda, dois filhos de Adão e duas filhas de Eva, lutaram a derrotaram ao lado de um majestoso Leão, uma feiticeiro de gelo.

O Maior, entre os quatro, era um homem próximo dos seus vinte e cinco anos. Seu sorriso era calmo como de um sábio rei, seus olhos sério como de um comandante que governa com pulso firme, sabedoria e seriedade, ele possuía uma barba cheia e bem aparada dando um ar de masculinidade e experiência apesar de idade. Usava um, sobretudo branco e vermelho de veludo com o brasão real com um Dragão em alto relevo abocanhando um demônio e duas espadas nas mãos de seu cavaleiro, apesar do clima ameno, usava um cachecol preto com dizeres élficos, uma calça preta e botas da mesma cor, era uma veste  cerimonial dadas aos reis em dia de festas ou quanto estes, recebiam alguém de suma importância.

Ao seu lado, caminhava uma bela morena de cabelos lisos e negros como a noite que não tarda a chegar. Seus olhos verdes exibiam uma compaixão única e sua boca, pintada com um singelo batom rosa, sorria com o que via. A mulher, que não parentava ter mais que vinte anos, vestia um grande vestido branco com um chale de veludo preto com o mesmo símbolo do reino, o cavaleiro e o Dragão com o demônio na boca. Estava descalça mostrando que não se importava com imagens, mais ainda assim, não perdia a imponência de uma rainha.

O terceiro parecia à cópia do maior, só que dez anos mais novo. Seus cabelos, assim como o do irmão mais velho, eram pretos e lisos. Seus olhos, diferente do mais velho, eram castanhos e exibiam a malandragem de um garoto de quinze anos. De todos, era o que vestia armadura, na verdade, nunca a deixou de vestir quando saia de seu castelo, pois fora pego num ato de traição causado por si mesmo. Sua armadura prateada era como as dos cavaleiros de justa, protegia todas as partes de seu corpo e, definitivamente, eram pesadas como chumbo, mas ele, não demonstrava sentir tal peso.

A menor e claro, mais nova, possuía treze anos e seus olhinhos zombeteiros e sorriso de diabretes denunciava que ali, estava uma pentalha que causaria grandes tempestades nas manhãs de Reis e Rainha. Ela era branca como a neve, seus cabelos eram vermelhos como o fogo e seu rosto exibiam singelas sardinhas. Usava um simples vestido de seda e também estava descalça.

― Estes, são Rei Anísio, Rainha Terra, Rei Axel e Rainha Liriel, senhores de Achantos, palácio que tu conhecestes das obras de um escritor que aqui se inspirou e o nomeou de Cair Paravel...
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Ter 05 Abr 2016, 6:58 pm

Aquele céu faria qualquer um pensar e repensar na vida, seria perfeito sentar e aproveitar aquele fim de tarde, isto claro, que se eu não estivesse preocupada por de mais com o que o destino me reservava.
 
A deusa perguntava-me, o que seria a vida ou a morte sem os sonhos, mas acredito que o contrario que vale, sem a vida e a morte os sonhos não existiriam, sonhos são desejos e medos, anseios... Da imaginação mais ativa até o menor pensamento, apenas a vida e a morte podem gerar os sonhos. Mas limitei a esperar uma resposta a minha pergunta, afinal, deuses não são criaturas que tem o tempo a escorrer pelos dedos, divagam e enrolam, sem se importar com a prioridade de um mortal.
 
Em suas próximas palavras disse que negociou a minha vida com o cunhado dela, então ela possuía interesse em mim, coisa que eu não imaginava ser comum de se escutar diretamente de um deus. A olhei de forma interrogativa, quando disse que iria me presentear e eu devia conhecer alguns conselheiros, o que de certa forma me animava, pois desta vez alguém iria me explicar alguma coisa.
 
Os quatro eram pessoas interessantes, mas nada que me surpreenderia, vivendo em um lugar de sonhos, esperava até por pessoas de peles coloridas, orcs, trolls, entre mil outros monstros e criaturas místicas, mas ali... Eram quatro adolescentes comuns.
 

Então a deusa os apresentou, falando que eu deveria conhece-los de obras de m escritor, aquilo infelizmente me arrancou uma risada ― Sinto muito, mas tenho problemas com leituras... Então, perdoe-me se não conheço nenhum desses contos, apenas os infantis que vi em filmes... Mas livros em si? ― Disse balançando a cabeça em sinal de não ― Não os vejo como algo prazeroso por isto os mantenho na biblioteca... Mas isto não importa... ― Disse com um sorriso simpático nos lábios, aquele que sempre me acompanhou desde que eu nasci ― Em todo caso, sinto-me honrada em conhecer-vos... ― disse fazendo uma reverencia sutil para os quatro. Mas ainda sim, os olhava com uma interrogação no olhar, se vieram me aconselhar para uma contenda muito perigosa, estava a perder tempo por demais com apresentações, mas não faria como aquele tolo no acampamento, esperava atenta pelo desenrolar da trama. 
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Naru'el em Seg 11 Abr 2016, 11:51 pm

-Viu? - Bufou Axel. - Eu disse que não nos reconheceria, eu disse!! A seu quele escritor nos fez parecer crianças, vê se pode, crianças! 

A visão de qualquer um, apenas Anisio e Terra não passariam por crianças, os outros dois, porem, era outro assunto. 

Anisio, por sua vez, como Rei dos Reis de Acanthos, caminhou para a frente da bela Ariel e cordialmente, como um cavaleiro tirado daqueles mesmos contos infantis que a garota havia comentado, se ajoelhou pegando em sua mão, e como um verdadeiro príncipe encantado, a beijou. 

-É um grande prazer tê-la em minhas terras, princesa

A verdade é, Ariel se sentia uma princesa de verdade. O Rei, não tentou encantar a jovem, tudo era apenas a forma que ele, em toda sua vida real, aprenderá a tratar uma Dama. 

-Embora essa seja uma visão digna de tal encontro temo dizer que não estamos seguros com as tropas traidoras que serviam Lord Icelus nos atacando com certeza frequência. Por gentileza, queira me acompanhar. - Disse por fim.

Naru'el, que permanecera calada e sorridente, caminhou na direção contrária indo junto ao belo Leão. Ambos sumiram na direção das grandes árvores.

-Onde eles vão? - Questionou a menor.

-Foram encontrar com o Lord das Moscas e mais alguém . - Falou Terra, saindo de sua calada contemplação, exibindo uma lírica voz de fada. 

-Tu fala do Demônio de Phobetor? Mas ele não trabalhava para Icelus? - Questionou Axel.

-Sim, trabalhava, mas tanto o Lord das Moscas, quanto o Lord da podridão se aliaram a Abadom, que por sua vez serve há um deus da trevas que os gregos chamam de Caos.

Somente a menção daquele nome, fez o lindo por do sol se tornar frio e sem vida. Mas Anisio, como todo bom Rei, não se abalou e nem medo,  demonstrou sentir.

-Icelus. - falou Terra. - Está lutando com tudo o que tem para manter as parcas defesas, Lord Phantasus, mesmo sendo seu desafeto,  envia a ele um constante número de soldados treinados em Zandrak para resistirem a tentação da entrada do inferno. 

Aquela conversa alheia, deixava a filha de Afrodite com os nervos em frangalhos. Mesmo sem entender tudo aquilo, instintivamente ela sentia o mal que toda aquela situação iria causar. 

-Não entendi porque Caos iria usar demônios para lutar contra Deuses. - Falou Axel.

-Pensa bem irmão. - A voz de Anisio era firme. - A separação de toda entidade, causou o que chamamos de Panteão divino.  Gregos, Nórdicos, Egípcios, Japoneses, Chineses e todo o tipo de deidade de todas essas mitologias, não existiam antes de Caos e vieram a nascer após a Ordem ou melhor dizendo, após a explosão de Caos. 

-A separação, diga-se de passagem, foi feita pela Ordem. - Interrompeu, Terra.

-Então é natural, Caos misturar todos nós, uma vez que todos nós saímos dele e não dá Ordem, Caos deseja que isso aconteça para que ele renasça como antes. 

Nesse meio tempo, todos caminhavam a passos largos até o Majestoso Castelo,Ariel apenas ouviu toda aquela conversa sombria entre jovens irmãos que mais parecia velhos deuses. 

Acanthos, era como Ariel poderia sonhar sobre um reino de fadas. Torres altas e brancas com flanelas e emblemas do reino no topo, dançando com o ritmo do vento. Não havia poço para separar a entrada do castelo e nem muro para proteger o reino em um provável citio. Era uma terra livre. 

Animais corriam livres pelos corredores do castelo. Lobos e suas matilhas, pequenos Leões e Leoas cuidavam de seus filhotes como adoráveis país. Águias voavam com graciosidade e Cavalos belos e lustrosos caminhavam imponentemente pelo lugar.

Anisio, caminhou para um jardim próximo a varanda de uma das sacadas do castelo e Axel junto da pequena Liriel, seguiram para dentro deixando Terra, Ariel e o Rei sozinhos.

-Aproxima-se, Ariel. - chamou, Terra em toda sua elegância de fada. - Acredito que você tenha escutado tudo oque conversamo?

-Sim, ela ouviu muito bem  irmã. - Anisio estava sem paciência. Ariel notou. - Desculpe minha indelicadeza semideusa, mas como pode ver  Lord Phantasus me deixou toda Phantasia para cuidar e rumou com os Brumas para a ponta dos Círculos dos Infernos, e Caos ataca pelo outro lado do sonhar. 

-Naru'el, sozinha tem mantido as fronteiras de Morphia e Phantasia que tocam Phobetor, mas o exército de Leviatãs tem se mostrado poderoso contra a força da senhora do sonhar e mesmo sua habilidade em evocar os sonhos humanos, não tem surtido tanto efeito. 

-A questão, Ariel, é que queremos que você é seus amigos cheguei logo no último círculo do inferno, onde o reino de Hades toca o Tártaro e para que isso aconteça, daremos todo o apoio de Acanthos, seja em armas ou em soldados. 

Anisio, ainda fitando o jardim a sua frente, arriscou uma olhada nos profundos olhos de Ariel.

-Desculpe novamente a forma que estou lhe tratando, mas essa ida de Naru para as fronteiras junto de  Yahweh . - O Leão. - Me preocupa muito. 

-A simples junção de ambos me faz crer que seus inimigos sejam Abadon , e os dois Lords Demônios

Mal sabia Terra, mas o inimigo era de fato, Abadom e seu exercito de Quinhentos mil Demônios.Contra o exército das fadas de Acanthos, Elfos Negros da Floresta das Trevas e o exército das bestas, que somados chegavam ao número de vinte mil soldados.
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Qua 13 Abr 2016, 5:52 pm

Eu esperei uma resposta da Deusa, mas esta nada disse, apenas sorria como uma tola ao lado do leão, estranhei bastante, antes era alguém que colocava apelidos nos demais, agora parecia ter vários milênios de idade, como se tais criancices não importavam mais para ela.
 
Um deles se irritou, mas não podia fazer nada, até para mim ele parecia uma criança! Não que eu já fosse adulta, mas a aparência dele e da outra pequena deixavam a questionar. Logo em seguida o mais velho veio até mim, pegou minha mão e a beijou, chamando-me de princesa, algo que ao longo dos anos me acostumei, ou diria que já nasci com essa alcunha? Bom, apenas sorri em resposta, estava perdida por demais para agir. Ele falou sobre o cenário, muito belo por sinal e então falou de uma guerra, Icelos... Quem seria? Segui caminhando acompanhando os quatro novos membros enquanto a deusa e o leão caminhavam para o outro lado.
 
A menor questionou a ação da antiga Marianne, o que desencadeou um belo assunto... Questões pra cá e para lá, me senti excluída por não saber nada, porem como sempre sabia que aquilo acabaria mal, muito mal! Olhava de um para o outro, aguardando até alguém ter o bom senso e me explicar alguma coisa.
 
Quando já começava a me irritar, Anisio começou a explicar quem era quem, Caos e a tal ordem, assim me inteirando do assunto e agora não estava mais boiando tanto. Escutando as explicações, via que até mesmo o Caos queria algo, mesmo que custassem a todos nós, ainda era um desejo, renascer como antes... Talvez quem fosse o egoísta nesta historia toda fosse a Ordem, quem perdeu algo nesta historia toda foi o Caos graças a Ordem.
 
Aquilo era uma bela questão para colocar em pauta, Caos perdeu para ganharmos... Agora que ele quer o que lhe foi tomado e todos o intitulam como o “grande mau”... Seria mesmo? Olhávamos o nosso lado da moeda, ele tinha bons motivos e argumentos, se isso fosse uma audiência com Juiz e advogados, algo justo... Certamente nos seriamos os culpados... Porem também não posso culpa-los, nunca daria minha vida, meu corpo para um terceiro por achar justo ou não, luto por mim.
 
O castelo era belo, como nos desenhos de princesas... Grandes construções, mas nenhum muro, como se guerra nunca fosse parte desta paisagem...  belas bandeiras mostrando o escudo do reino. Se não soubesse da guerra iria querer ficar ali por algum tempo, aproveitando para viver uma historia de princesa! Quem sabe algum dia terei a oportunidade de desfrutar umas férias neste reino. Encantava-me com os lobos que corriam pelos corredores, além da bela construção que era o castelo por dentro.  Em meio ao meu pequeno deleite, só percebi que dois nos deixaram quando a mulher me chamou, olhei para o Rei e para ela com uma cara de curiosidade, a pergunta dela me fez apenas balançar a cabeça em sinal de sim junto à afirmação do rei.
 
Escutei novamente atenta aos detalhes, aquela sim era algo que me interessava, porem algo me chamou a atenção... “Naru’el tem mantido as fronteiras”, Phantasus acabou de transforma-la em deusa! Mas como tentava ser educada, esperei até terminarem de falar... Era interessante que a mesma mania do acampamento se arrastava para as terras dos sonhos, dar ordens é uma péssima mania dos deuses.
 
Quando terminaram, eu respirei fundo e caminhei para a varanda, minha cabeça dava mil e uma voltas, precisaria no mínimo de um dia para pensar em tudo que me aconteceu e agora isto! Por deus! Parei ao lado do rei, fitando o grandioso jardim.
 
Pelo que eu entendi... Vocês desejam que eu junto a pessoas que você intitula “meus amigos”... Vamos até o ultimo circulo do inferno? ― Disse fazendo uma pequena pausa, lembrando-me da profecia que Helen disse naquela caverna bizarra ― Se for referente a profecia que a Helen me citou... Irei, pois é o meu destino... Mas preciso saber para porque, exatamente, querem me enviar para um local tão... ― parei para pensar ― horripilante...
 
Virei-me para encarar Terra ― Mas também desejo outras respostas além desta... Você falou que Naru’el tem mantido as fronteiras ― Não pretendia fazer rodeios ― Quanto tempo faz que ela assumiu como esposa do Deus rei? Quando sai do acampamento ele recém havia pedido ela em casamento... Morri, acordei na bruma... E depois aqui... E tu vens me dizer que ela já domina tudo isto e ainda falas como se ela o fizesse por uma eternidade... Quanto tempo se passou desde a guerra no acampamento? ― Não esperei a resposta, mas deixei explicito que queria as respostas, me virei para Anisio, era a vez dele.
 

Se desejas me ajudar, deve saber que descobri que sou uma semideusa há algumas horas e que o acampamento existia a menos de um dia! Diga-me o que posso fazer nesta condição? ― Fiz uma pequena pausa, olhando diretamente nos olhos do homem, como se quisesse ler cada pensamento dele e de fato, queria saber o que se passava em sua cabeça, na cabeça de um rei que dominava todo um território ― E não precisa se preocupar que me trata, estou prestes a ir... Literalmente... Para o inferno! A coisa que menos me preocupa é com formalidades. 
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Andreas Passini em Ter 19 Abr 2016, 7:46 pm

-Ora vejam só? - o tom do Rei do leste era tranquilo, dotado de divertimento. - Tu me lembra Axel, bocudo engraçado mas, sempre certeiro no que fala. 

-Criança. - a forma que Terra chamou Ariel, fora engraçado, pois a Rainha do Norte não aparentava ter mais de vinte anos. - Primeiramente, respondendo a pergunta sobre Lady Naru'el. 

A Rainha esperou um tempo para continuar, como se alguém estivesse falando em seus ouvidos e que o assunto era importante.

-Bom, voltando ao raciocínio, Lady Naru'el esta conosco em Phantasia e mil e duzentos anos. - Aquilo sim era uma notícia bombástica. - E antes que entenda errado, o tempo entre o mundo mortal e os planos do Sonhar discorrem de maneiras completamente diferente, não há um parâmetro que possa ser usado para medir tal tempo e nem mesmo nós entendemos, o que posso lhe dizer é que apenas Lord Hypnos possui tal conhecimento

-Já ouviu falar no Rio Styx? - Tomou a palavra, Anisio. - É um rio que permeia todo o universo, ela. Simplesmente existe em toda dimensão e banha toda realidade etérea. Se um dia ler algum conto de fadas, contos fantásticos ou até mesmo científico que tiver algum rio, tenha certeza que este é Styx. E a única forma de entrar no Sonhar, em carne e osso, se não é nascido no próprio sonhar, é por ele e tal viagem leva-se no mínimo Quinhentos anos e pode apenas ser feita a beira da real morte. 

Ariel enfim matou o porque se cair no breu daquela forma tal horrível.

-E a única forma de você e seus amigos, que pelo jeito não são amigos, conseguirem ter êxito em tal tento, é porque Lord Hypnos e Lord Thanatos cuidaram de tal travessia. 

Falou por Terra. 

-A outra questão, Ariel Price . - A voz de Anisio mudou, não era divertida, estava dotada de seriedade que apenas um Rei possui quando assuntos sérios estão para serem discutidos. - É que está em seu destino galgar tais terras e não tenta entender aquilo que exista nos cosmos, pois se fôssemos capaz de entender,  aqueles que nos mandam para o inferno numa missão suicida,  seriam  eles os semideus e nos, os deuses. 

-Já ouvirá um provérbio Cristão que diz "Deus escreve certo em linhas tortas? - falou Terra. - É o mesmo entendimento sobre nosso destino e antes que me diga que  destino somos nós que fazemos, eu saliento que sim, somos nós que fazemos, e que indubitavelmente, humanos criam uma ideia errada de que não exista um destino fixo, de fato não existe, a verdade é que existem dois destinos, que são moldados de acordo com nossas escolhas e irá rumar para o bem ou para o mal por consequência delas e se tu está aqui é porque fizera escolhas usando-se de seu livre arbítrio. 

-Tenha em mente que tu é importante para o desfechos que virá nessa Guerra, pois tem o dom que ninguém, além de sua mãe ou irmãos possuem. - O Rei ainda a fitava com seriedade. - O dom de alcançar os corações com as palavras, o dom de acalmar os espíritos com cantos e salvar a alma com simples falas é algo de valor inestimável e acredite, Ariel Price, em Pandemônio, na boca da cela de Erebo, aquela que se chama Helen sucumbira ao senhor das trevas e somente você, será capaz de traze-la da perdição. 


Sim, a situação ficou pior, muito pior.
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Qua 20 Abr 2016, 9:18 pm

Não sabia dizer se o Rei tirava com a minha cara, ou se ele se divertia por conta de lembranças. O olhei com um olhar perdido, como se tivesse falado um monte de besteiras. Porem foi a fala da dita Terra que me fechou o semblante. “Criança”? ...

Ela divagou sozinha por um bom tempo, falando sobre Marianne, como se fosse a mais perfeita rainha, queria saber o que ela diria se conhecesse aquela maluca que conheci no acampamento. Porem quem me respondeu a pergunta foi o rei, parece que aquela confusão na bruma durou cerca de quinhentos anos ― Quinhentos?! ― Exclamei cortando qualquer um de prosseguir ― Como assim? Não me interessa quantos anos se passaram aqui... Mas sim no mundo humano, onde nasci e vivi... Você quer dizer que meu pai está morto? E Jake? Também está morto?! Que todos no acampamento morreram? Como e quando terminou aquela guerra? ― Eu me exaltava! Acabei por levantar a voz olhando direto para o Rei ignorando qualquer outra frase vindo da garota.

Como se não fosse o bastante, os dois vieram falar de destino, pra que viveríamos se o destino fosse pré determinado? Qual seria a graça? Olhei para Terra desta vez, ela falava algumas abobrinhas, bom, pelo menos para mim... Se eles não eram capazes de responder algumas perguntas, não eram deuses então suas palavras eram reflexos de suas personalidades e de suas crenças. Nada era uma verdade absoluta.

O Rei voltava a falar, desta vez sobre o único poder que eu conhecia o que não me foi útil ― Venha me desculpar, mas o destino que seguirei está em minhas mãos... Se Helen precisar de mim, estarei lá para usar o que me for cabível... O General Max me ensinou este dom que possuo antes de morrer, com ele fui capaz de ajudar alguns soldados na guerra... ― Meu tom era seco, finalmente meu olhar ia para a garota ― Naru’el me falou que iriam me aconselhar, porem nada me aconselharam... Apenas divagaram coisas inúteis para uma guerra... ― Meu semblante novamente se fechou e minhas palavras foram mais duras desta vez ― Antes que pense em me dirigir a palavra novamente ― Disse dando uma pausa para então continuar ― Caso ainda não sabia, sou Ariel Price... Não me coloque apelidos ou me chame de outros modos...  
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Andreas Passini em Qua 20 Abr 2016, 10:19 pm

Talvez as mudanças de eras e mais eras o fez de perder uma tradição ou respeito imprescindível perante há um Rei ou Rainha. E se eles ali, eram Rei e Rainha  eram porque tinham capacidade e sangue para serem Reis e Rainhas.

O semblante sério que Anísio exibia foi tomado por um sombrio olhar, quando Ariel o cortou. Os animais, lobos e Leões que caminhavam pelo antro em pacífica harmonia, ruíram com a afronta, pronto para atacar a menina e apenas não fizeram porque ali encarando-os, estava uma Rainha ainda mais sombria.

― Vejo que vos desejas seres tratadas com respeito e que esse simples elogio de mim proferido , foste levado como uma afronta a sua pessoa, Ariel Price eu peço minhas sinceras desculpas...

Anísio afundou a mão na marmota clara que enfeitava parapeito de sua varanda, fato que fez Terra assustar-se, interrompendo por alguns segundos, seu raciocínio.

― Peço a ti Ariel Price, minhas sinceras desculpas pois, a partir de agora, tu serás considerada uma visitante de outro império e não nossa convidada,  e por tal, serás trata como se deve.

Ela se levantou e deram as costas a Ariel sem dizer nada, todos os animais, que ali ficavam em paz a seguiu rosnando e rugindo.

― Humanos. ― Quebrou o silêncio.― Tu, Senhorita Ariel Price, venhas a mesa de reunião intercontinental, pois lá discutiremos o que desejas discutir e se assim foste de proveito para este reino, decidirei se serás ajudada como havia lhe dito há poucos, ou se retomara para o breu como iria, se na foste nosso intervenção.

Anísio, com um olhar que chegará próximo da raiva a dirigiu delicadamente para a sala. O lugar chamado de salão de reunião intercontinental, era usado por Reis de outros reinos do Sonhar com o intuito de decidir guerras, tratados e alianças ou até mesmo execuções. Era um local espaçoso, arredondado com sete cadeiras de madeira grossas envernizadas e distribuídos num círculo que acompanhada a mesa redonda.

― Sente-se. ― Aquilo foi uma ordem. E mesmo que não gostasse, Ariel percebeu que no momento o certo era fazer o que fora ordenado. ― Como percebi por minha irmã, nossas intenções não lhe alcançaram e tivemos apenas uma explosão de temperamento, fato que sinto por acreditar que tu, foste mais que isso. Porém, sempre julguei humanos erroneamente.

― Tais palavras ferem nossas boas intenções Ariel Price, pois fora de nós o pedido feito a Hypnos, grande que tu foste trazida para este reino, afinal, tu és uma das filhas de Afrodite, mulher que quase desposou Anísio, meu rei, mas que nesse erro, tornaste nossa melhor amiga e companheira. ― Terra, que há pouco havia sumido, retornará vestida com uma armadura ébano com uma capa rubra. ― Sejas como fores, tu és a cara de tua mãe e a pedido dela, daríamos isso a você.

Terra jogou um pingente dourado na mesa em direção a Ariel. Anísio, era apenas, silêncio.

― Mikonos, é um colar criado por Afrodite e tem por objetivo encontrar a própria deusa quando está, não possuir meios de se livrar.

― Afrodite se encontra na Tríplice Fronteira, sendo acercada por demônios como prêmio de vitória sobre Hefesto em Meonia, Ares deste a própria mulher para demônios como prêmio é a razão dessa loucura estais em Caos, o maldito inimigo que tu, insiste em não achar que estais presente em seu destino. ―  Anísio era pura seriedade. ― Naru'el, sozinha vem tentando libertar Tua Mãe das mãos de Malloc, o Podre.  

― Nossa ajuda viria com os esclarecimentos que acreditávamos estar dando a ti, esclarecimentos que fora interrompido por teu surto. ― Ambos, sempre sincronizados como se, sempre completasse o raciocínio do outro. Continuaram.

― Você. ― Nota-se, o Você. ― Irá, querendo ou não para a guerra, pois a sobrevivência de sua mãe, depende apenas de ti e nos cabe ajuda-la em decorrência  há uma promessa, que apenas invocarei neste momento pois, tu, assim desejou.

― E antes que pensem em dirigir-nos as palavra, não se esqueça de usares o vossa majestade, pois se tu invoca uma tentativa mais formal, nos também a invocamos e sobe pena de cárcere caso use termos chulos para nos dirigir qualquer fala.

― Sobre a questão de seus amigos no acampamento, a resposta não, eles não estão mortos, e para eles, os quinhentos anos que tu passou no limbo, não fora nada além de horas. Quanto a teu pai e seja lá quem for esse tal Jacke que dissera, não me diz respeito. ― Anísio enfim se levantou e se dirigiu a saída pronto para seguir para a guerra. ― Venha, vamos para Tríplice Fronteira resgatar tua mãe agora.
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Qua 20 Abr 2016, 11:52 pm

De uma hora, tudo mudou, Anisio e Terra se fecharam, mesmo com os animais rugindo não baixei o semblante, depois de enfrentar Max, aqueles dois pareciam duas crianças. A garota novamente divagou, pedindo desculpas... Mas desde que me conheço por gente, ninguém que se acha ser mais que os outros, veem real significados em um pedido de desculpas.
 
Tal como eu, eles se sentiram ofendidos e por serem os ditos “reis” daquele lugar, acharam melhor mostrar o quão prepotentes eram. Ela falou que era indesejável o que me arrancou um leve sorriso, se achou que me ofendeu, estava redondamente enganada, fui acostumada a viver daquele modo e mesmo sendo tratada rispidamente, ainda precisavam de mim e então virou os calcanhares e seguir seu caminho. O rei, seguia os mesmos passos de temperamento de sua irmã. Disse para eu lhe seguir, mas antes, este teria que me escutar.
 
Quando foi passar por mim, o segurei pelo braço, uma bela afronta, para uma bela mulher? Antes dele tentar me repelir ou tentar se soltar, tomei a palavra, em um tom suave e carinhoso.
 
Sinto lhe dizer, Rei Anisio... Vossa simpatia me agradou e muito, mesmo agindo desta forma, ainda não perdi o respeito e simpatia que possuo por tua pessoa... Porem tua irmã, faltaste-me com o devido respeito... Odeio ser apelidada ou chamada por tais formas carinhosas, como ela nomeou... ― Disse enquanto desfilava até a frente do rei, para poder fita-lo com um olhar carinhoso e calmo ― Você como um Rei, deves compreender o quanto preso por minha família ― Desta vez a sós, livre daqueles olhares tempestuosos da irmã do rei podia ser mais direta ― Sou filha da deusa do amor... Não só o amor entre um homem e uma mulher... Mas o familiar também, já perdi muitos a quem eu amo... Não desejo mesma dor a ninguém, porque acima de tudo, amo a todos... ― Continuava segurando suas vestes do braço, mas agora não possuía intenção de segura-lo, apenas para manter o contato físico, mas esta mão subiu suavemente até o ombro do rei ― Aqueles que conheci em minha vida, os que lutam no acampamento, os que vivem no sonhar... Aqueles que me desprezam e ― Dei mais um passo, encurtando mais a distancia e olhar diretamente nos olhos de Anisio, não olhava em seus olhos físicos, mas em seu coração ― Até mesmo a ti, meu Rei ― minhas ultimas palavras saíram como um sopro de ar. Senti o vento tocar minha pele e balançar meus cachos negros, como uma caricia de mãe, levando meu perfume até o homem e trazendo o seu até mim. Ele era um Rei, mas ainda sim, era um homem... Perturbado e em sua aparência parecia traído pelas minhas palavras, odiava este meu lado, de ter que gostar de tudo... De amar a tudo e no fim, encantar a tudo ― Por fim, peço-lhe desculpas se te ofendi... E que... Não lhe prezo apenas como um Rei ― Com uma pequena força puxei o homem para falar-lhe no ouvido, sussurrando baixinho como uma amante ― Mas como homem...
 
Então, o rei me levou a um salão, igual aos da távola do rei Arthur! Um grande clássico... Perderia algum tempo observando cada detalhe, porem não era mais uma visita, mas uma visita indesejável, fiquei até surpresa por me deixarem sentar!
 
Mal sentei e escutei Terra, por alguma razão possuía algo nela que não gostava, algo que me feria os ânimos... Enquanto ela divagava, eu tentava prestar a atenção nela, mas meus olhos pousavam no rei, não entendia porque te tanta sina... Se eu faltei respeito com Terra, foi por ela faltar comigo... Mas meus pensamentos mudaram terrivelmente, ao saber que minha mãe, a própria Afrodite, chegou a ser noiva de Anisio! Foi um erro o que eu fiz?
 
Ela jogara na mesa um colar em forma de flor, dito que foi minha mãe quem fez e ainda que eu era a cara dela, seria Afrodite, tão desequilibrada quanto eu? Logo fui informada sobre suas funcionalidades, encontrar minha mãe... Não preciso mais ir para o inferno para te encontrar, mãe!
 
Antes mesmo de poder ficar feliz com a noticia, soube que minha mãe, na qual não conhecia estava sendo usada como premio para demônios, aquilo fez meu sangue ferver, até mesmo rosnar de raiva apertando o colar entre os dedos. Fechei-me em meu pequeno mundinho, minha cabeça pensando o quão furiosa poderia ficar apenas por saber que minha própria mãe estava a ser uma escrava... Quando voltei a mim, Terra exigia respeito de mim. Fechei o punho batendo com muita força na mesa, com o pingente em mãos, poderia até mesmo ter cortado a mão.
 

Respirei fundo fitando aquela maldita, que exigia respeito coisa que eu nunca teria com um ser tão baixo e lamentável como ela. Se gabava por um misero titulo, quem precisa gritar aos quatro ventos qual seu lugar, é porque não é digno dele e seria nisto que iria me apegar, logo ela teria o que merecia. Respirei fundo novamente, sabendo que meu pai e Jake estavam ainda vivo, que não morreram pelo passar dos anos. Fechei os olhos sentindo a dor na mão por apertar o pingente de Afrodite ― Vou por minha mãe... Sabes como me sinto, Rei Anisio...― Olhava para o rei, da mesma forma que o olhei quando lhe falei a sós, mas logo mudou para algo como desgosto pelas palavras que viriam ― Caso queira me punir por me achar indesejável... que o faça após salvar minha mãe... ―Meu olhar se voltou para Terra, seco era como se olhasse para uma pedra ― Mas respeito é algo que se conquista, se realmente desejas briga, Terra... Espere até os assuntos maiores que você sejam resolvidos, para depois buscares algo pessoal... ― Virei-me e segui para a saída que o rei indicou, se quisesses me atacar pelas costas, que fizesse e colocasse tudo a perder. 
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Andreas Passini em Qui 21 Abr 2016, 1:09 am

Terra nada fez e nada falou... Não, ela de fato fez, exibiu um sorriso tão sombrio que até mesmo Anisio se arrepiou, um sorriso sem som, um sorriso digno de um Lord das Trevas. 

- Interessante... - Sozinha no salão, Terra falou e sua voz que saiu da boca de Terra era tão abissal que até mesmo um demônio, se ajoelharia temente por ser seu desconhecido senhor. 

Fora do salão e acompanhado por Ariel, Anisio caminhava imponente como todo Rei firme é capaz de fazer. Em nem um único minuto ele dirigiu o olhar para Ariel pois as palavras de garota ainda ressoavam em sua mente e aquilo, mesmo ele sabendo dos dons que a menina possuía, pois já passada por aquilo com mãe, ele não conseguiu escapar do Charme. 

- Venha ao meu lado, filha de Afrodite - 

O Rei cessou seus passos bem próximo da saída do grande castelo de Cair Pharavel. Ele vestia-se com o mesmo manto que Ariel havia visto de primeira vez e por debaixo do manto, uma indumentária de prata com um leão gravado no peito. 

- Sei perfeitamente o que queres dizeres quando disse-me sobre o amor para com nossos entes. Sois Rei do Leste e senhor de Cair Pharavel , filho dos primeiro homem e primeira mulher e devo dizeres a ti, Ariel, amo cada um desses seres que aqui vivem e por eles, daria está visa de bom grado. 

Os portões se abriram revelando o tilintar de milhares armaduras, urros de várias Amazonas de guerra e o mais sublime fantástico, ainda estaria para se revelar. 

- Tu tens idéia de como és o peso desta responsabilidade? Ou por quantos anos vivo sobe a expectativa de um dia poderes  alcanças-te, Thanatos, o ceifador e enfim, poderes dar meu último suspiro de vida? O amor, Ariel Price, és oque me impedes de morrer, pois jamais deixarei meus guerreiros e por eles, soios até mesmo capaz de enfrentar Lúcifer... 

Quanto ele disse aquelas palavras, o onírico uma vez mas mostrou sua face. Os urros incandescentes de três Dragonesas estremeceram as terras de Phantasia. Criaturas antigas, nascidas dos sonhos feéricos das crianças e adultos, seres de ímpio coração e sabedoria incomparável. As três, exibia escamas vermelha duras como aço e garras capazes de dividir as terras. Seus olhos ofidicos mesclavam entre o tempestuoso cinza, ao pacífico azul. E logo atrás dos belos, um exército de dez mil soldados humanos com armaduras dignas dos cavaleiros bretões.  

- Estou prestes a levastes meus bravos para a maldita guerra, porém antes, bela mulher, responda a este rei, sem usares de seu dom. 

- Desejas um dia se tornaste minha rainha?
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Qui 21 Abr 2016, 1:51 am

Esperei que Terra fosse falar alguma coisa, mas limitou-se a ficar calada. Aquela ainda me daria dor de cabeça, mas isto seria assunto para um próximo capitulo, por assim dizer.
 
Segui o Rei pelo castelo, até a saída do castelo, este ignorava minha presença e minhas palavras, tal como fizeste na távola do rei. Aquilo era frustrante, mas tinha que me concentrar em salvar Afrodite e tirar algumas verdades dela, sentia o colar entre meus dedos aquele objeto que me ligaria a minha mãe.
 
Escutei o chamar do rei e me pus no seu lado, notei sua armadura e agora notava, todos vestindo lindas armaduras e eu estava indo para a guerra com um vestido rasgado! Patético Ariel! Este pensamento fez um belo sorriso se desenhar nos meus lábios. Então o Rei começou a falar, me chamando a atenção, meus olhos novamente se fixaram nele. Me surpreendi ao ver que agora teria minhas respostas.
 
Falou que sabia o que eu queria dizer sobre amar a família. Disse que como Rei daria a vida de bom grado por eles. E os portões começaram a se abrir, acabei deslumbrada por dezenas de guerreiros. Mas o rei continuava a divagar...
 
Falou que vivera por anos, querendo encontrar Thanatos, a morte... Naquele momento, senti um aperto no coração, alguém tão honrado deveria viver pela eternidade. Disse que o amor o impedia de morrer e que por eles era capas de enfrentar o anjo caído. Meu olhar caia sobre o dono daquela terra, Anisio era um homem de bom coração, acabei por me perder naquela “pintura” que era o rei que quando escutei o urro dos dragões acabei por me assustar, agarrando-me ao braço do rei, como uma criança buscando a proteção do pai. Poderia ser idiota para uma semi-deusa, que voou encima de um dragão, acabar fazendo aquilo, mas mesmo sendo filha de Afrodite, ainda possuía apenas quinze anos, possuía meu medos e momentos de insensateis.
 
Talvez o Rei tenha se assustado, ou gelado com meu movimento, mas continuou a falar... Desta vez era uma pergunta, novamente meus olhos se pousaram sobre aquele homem... Um pedido incomum que ecoou dentro de mim... Ainda pedias para não usar meu dom.
 
Abri a boca para lhe responder, mas nada saiu... Fechei ela e sorri. Fazendo o mesmo que fiz no jardim, puxando-o para lhe responder no ouvido, mas desta vez lhe roubei um beijo no canto do lábio e o olhei nos olhos... Queria sua total atenção.
 

Pedes para que eu não use meu dom, mas me pediste em casamento por mim, ou por minha mãe? Por parecer com ela? ― Minhas palavras eram sinceras e não tentava seduzi-lo ― Sou filha do amor e me casarei com o homem que for capaz de me amar pelo que eu sou e não por quem eu sou... ― Encostei minha testa na dele, em um sinal de afeição e carinho, olhando-o no fundo dos olhos ― Irei buscar minha mãe... E depois irei até o mais profundo inferno para cumprir meu destino... ― Fechei os olhos e minha voz cada vez saia mais baixa ― Meu encantamento sobre você se sessara quando partir... E nesta hora, quero que pense... Se realmente me amas ou se está a se enganar por um dos truques desta inconsequente semi-deusa... Quando eu retornar, quero minha resposta... ― Abri os olhos, com um olhar cheio de ternura, ele me pedia o impossível... Todo meu ser fora feito para ter este carisma sobre todos aqueles que me veem ― Prometa-me que não morreras até que eu, e apenas eu... De liberte desta promessa. 
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Andreas Passini em Qua 04 Maio 2016, 12:56 am

Diante daquelas palavras, um Rei, o Reis dos Reis, escolhido por Phantasus, nada além de esboçar um sorriso cintilante de um homem que reencontrou um motivo para, não morrer e ainda assim, marchar em direção a morte que sobrevoava as terras áridas e sombrias que rodeava a Tríplice Fronteira. 


- És tão nobre quanto brava - Curvou-se para, agora para ele, mulher. 

O fato de um Rei curvar, fez com que seus homens se mexerem surpresos, pois um Rei jamais se curva e se o fizer, diz a regra que aquele que foi direcionado tal ato, tem por obrigação fazer o mesmo, pois um Rei faz com que se curvem e nunca o contrário, sem o devido retorno.

- Agradeço-te por tuas palavras e tenhas a certeza que um Rei, que conhecerás o encanto divino de uma senhora do amor, não se dignarias a caíres na mesma situação, embora, nada me reserva a garantia de que sois imune a tais encantos - Ele ainda a fitava nos olhos - Mas garanto a tu, principalmente a tu que sabes bem identificar verdadeiros sentimentos, que meu pedido a ti foras dotado da veracidade que tal sentimento podes criar 

Se um Rei, cujo o coração se perdeu em trevas e desesperança pelo mesmo sentimento bom que possui por seu povo, podia sorrir, num verdadeira sorriso de luz, cuja a esperança voltava a tocar seu âmago, este Rei era Anisio, o Rei das Lágrimas de Ferro. 

A sua frente, ele via, não um filha de Afrodite que ele escolherá a ser mulher e Rainha, mas uma razão para voltar a ser o mesmo Rei, que amava incondicionalmente seu povo sem desejar, a mesma razão que há milhares de anos o levou ao trono a mesma que sucumbi-o ao desespero do tempo,  responsabilidades e peso jamais compartilhados. 

Pois, qual é o Rei,  de orgulho estratosférico, dividiria seus pensamentos nocivos e sentimentos conflitantes entre o amor ao seu povo e o desejo da morte, com sua nação ou família, que contam com sua dureza no poder e sabedoria no governo?

Nenhum!!!! 

Afinal, nenhum Rei, jamais o fez e jamais o fará, pois o Reino é o reflexo de seu Rei. 

A razão, tão simples quanto complexa. 

Tão forte, quanto nociva. 

Que dividia Reinos e salvaria mundos. 

A razão era pura e simplesmente... 

... o amor. 

Anisio, havia verdadeiramente, se apaixonado e tal sentimento o fizera recordar do motivo de sentar ao trono, de o porque de se importar com seu reino, o Rei se recordou de seu passado mortal, quando caminhou por terras áridas da Judéia  como o sucessor de um grande rei. Ele se lembrou do Pai mortal, um homem humilde que acendeu-se ao trono, um homem que mesmo em sua pequena estatura, venceu o gigante Golias. Ele se lembrou de Davi e por consequência,  se lembrou que foi um mortal que entre erros acertos se tornou grande, se tornou herói. Ele se lembrou que foi Salomão,  Rei dos Reis , que sempre será o Rei dos Reis que mais amou e ama seu povo.

- Irmãos!!! - Seu brado foi titânico - Chegará a hora nos colocarmos no campo de batalha e mostrar-nos aos Deuses, uma vez mais, o quão somos divinos! - Todo seus exército, sem exceção alguma, se virou ao seu Rei - Chegará a hora de fincar mas nossas bandeiras no topo das montanhas, gravar nossos brasões nos corações divinos que criam e alimentam essas terras e caminharmos ao lado de nossos aliados semidivinos - A cada rugido daquele Leão que era o Rei, seu exército batia nos escudos e com os pés, amassavam o solo - Não irei pedir que morram por mim, mas pedirei que vivam ao lado de seu Rei! - Se um dia, Ariel se arrepiou com as palavras gravadas em seu coração, ditas por Max, hoje ele sentiu na pele o poder de influência e a força de um Rei quando se coloca a falar perante ao seu exército - Pedirei a cada Deus por bênção a vocês, Guerreiros, pois se comparado aos deuses, vocês podem ser pequenos, mas seus feitos, suas bravura e honra são tão grande e devastadora quanto uma pedra que ceifa a vida de um gigantesco titan - Os soldados urraram com tanta força que o mundo de sonhos tremeu - Hoje, o inferno há de tremer diante de vocês, Paladinos! 

Agora fora a vez das Dragonesas rugirem com tamanho poder, que naquele ínfimo, porém grandioso instante, sonhadores voltaram a sonhar com o Fantástico, crianças, homens, mulheres e até mesmo Elfos e animais sonharam com um exército de cavaleiros prateados, Dragonesas imponentes e um Rei que governa sobre todos os Reis.

Não havia como não se arrepiar. 

- Vamos, filha dos deuses, pois tu há de salvar tua mãe e libertares a esperança que reside no breu e eu, não, e meu exército à de te escoltares e protegeres, pois tu, és nossa esperança

Ariel enfim, foi para a guerra que definiria os rumos do sonhar.
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Re: Despertar da Donzela

Mensagem por Ariel Price em Qua 04 Maio 2016, 6:29 pm

Minhas ações impensadas me levavam sempre para as pioras confusões e desta vez não fora diferente. Minhas palavras no jardim e a promessa que o fiz fazer, tudo eram partes de um livro que jamais deveriam ser contadas.

Não sei dizer que o rei me elogiava ou me zombava, mas sua ação me fez ficar sem ar e inquieta, da mesma forma que seus soldados. Se curvou para uma humana, uma convidada, uma adolescente que a poucas horas atrás corria para não perder sua prova de historia.

Suas palavras, agora não eram mais tristes de quem desejava um dia encontrar a morte, mas de um homem que redescobriu o sentido da vida. Mesmo lisonjeada pelas ações do rei, não estávamos a sós, não eramos um homem e uma mulher, mas sim um rei e uma semi deusa. Curvei-me para o rei.

"As paixões são os ventos
que enfunam as velas dos barcos.
Elas fazem-nos naufragar, por vezes,
mas sem elas, eles não poderiam singrar.
A alma é uma fogueira que convém alimentar,
e que se apaga dado que não se aumente..."

Sussurrei apenas para o rei, reconhecia seus sentimentos, mas não podia condenar um homem e um reino, caso não fosse forte o suficiente. E mesmo assim, sendo filha da deusa do amor, não sei ao certo a quem o meu coração pertence. Por isto, segurei a mão do rei e a beijei, como sinal de respeito e devoção.

O rei então atiçou seu exercito, ao seu lado senti o poder de um reino. Suas palavras faziam seus homens bradarem, aquele sentimento de orgulho e confiança, me atingia como uma rajada de vento, preenchia meu coração e chutava para longe qualquer pensamento negativo. Aquele poder que Max despertou em mim, que segundo ele, todos filhos da deusa do amor possuíam e agora Anisio me mostrava em proporções estratosféricas, como um verdadeiro rei e herói, incentiva seus homens.

Estava estática, perante a tanto poder que simples palavras despertavam, sentia minha pele arrepiar com as dragonesas rugindo, uma visão e tanto, nem mesmo os filmes conseguiam reproduzir tamanha façanha.

O rei novamente dirigia suas palavras a mim, me sentia uma reres mortal ao lado de um rei e ainda sim cheia de coragem. Disse que eu era a esperança deles, acabei sorrindo com as bochechas levemente rosadas tímida.

Espero alcançar suas expectativas e não te desapontar, meu Rei... ― Ao seu lado rumei para a guerra, para finalmente cumprir meu destino.
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Ariel Price

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Re: Despertar da Donzela

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